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 Poemas

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Faust Arp
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Mar 09, 2010 1:32 am

() escreveu:
Antes do comentar "sete" vale ressaltar que "Reverso" é mais um espetaculo dilacerante...

A sensação super pessoal que tive, foi que li um poema digno de um Álvaro de Campos...Com aqueles sentimentos que vão se estrelaçando com a passagem do tempo submerso nos movimentos e gestos cotidianos...Fascinante o verso arrebatador final "No colo do tempo ou submersa em águas que nunca serão as mesmas"

"sete" é lindo e confessional como Scastterbrain...Sublime como "True Love..." as vezes entrecortante como Let Down...mas com um final sussurrante e belo como em Nude...Lindo demais Thami...lindo demais...


Amei o comentário Very Happy
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Faust Arp
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Mar 12, 2010 1:34 pm

Fita de carrossel adormecido



O que é isso que surge por um lado, e por outro vai...
Calcando firme ao arrastar-se pela meia noite.
Despedaçando os silêncios e corroendo as infantilidades

Isso que retorna sempre sem vida e por dentro quebra...
Fragmentando os espaços...
rostos vão e voltam...vão e voltam

Certa vez li em seu diário...”Me guarde novamente”
E isso é que, por fim, mata
Diz-se ser do teu corpo o novo dono
A promessa que se cerca entre palavras doces
E isso que lhe mata, e a boca mente...
O sono acalma...os olhos sentem...que não há mais nada

Toma em todo o orgulho, toma cinicamente
Atesta que não basta...não basta...não basta!
Isso que me traga como um fumo solto
Morto
E mata brevemente...

Cala enquanto podes sorrir ao desespero
Cala enquanto podes abraçar o teu irmão
Cala e aguarda nos braços do bom anjo
O Belo viajante que adormece em teus prantos
Em sono trágico de clemência, de pedidos naufragados
Amores desencontrados, corações falidos.

Piedosamente rogo que nesse encontro
Sugue minha alma, absorva meu canto
Largue-me nas águas para enfim, conduzi-las aos meus domínios

eu vagarei na crueldade de mares tão revoltos
que já Levam a saudade para longe da terra...
para brincar entre as estrelas


O Caminhar que se despede é êxtase de inconsciência mitificada
Um adeus sem retórica...e a boca mente
A mão agarra tão forte que se sente ao longe
Tão forte...como o primeiro choro
Como uma mãe doente
o meu peito engasga e soluça pedindo abrigo
Tão forte como um filho morto
E por dentro mata brevemente
Tão forte...

No carrossel que embalou a minha infância
Os Sonhos se foram ciclicamente
E eu parada observando
E não voltam, não voltam...


T.M.
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Mar 16, 2010 9:31 am

02:11









Num processo que envolve madrugada e silencio
eterniza-se em mim o fim de mais um instante.
A passagem por essas longas transições
entre os meandros das escadarias e olhares perplexos das mulheres
indo comprar seu cotidiano na feira.
Se amontoa em mim o inevitável recomeço.
O olhar para as nuvens paradas relevam-se
longos copos de café amargos de pressa desolada.
Os passos nas esquinas; como longos trens;
atravessando um precipício...
com a irreparável diferença
que me sinto o próprio precipício...

















João Leno Lima
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Mar 16, 2010 11:54 am

02:11, certamente algo que se eternizou em um momento, essa simbologia é característica de Leno, vou responder este lindo poema, o prisma do poeta, seu olhar para a peculiaridade dos sentidos, dos dias, com versos de um poema meu..o olhar do poeta "é sempre ele confuso, um não saber[...] é um céu poluído pela poeira cósmica[...]é um mar desaguando os seus segredos[...]". O olhar de um poeta, é apenas um olhar de um poeta, com toda a imensidão e loucura, com toda trivialidade e complexidade, e neste poema...é instante.
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Mar 19, 2010 9:00 pm

Talvez eu não consiga falar o que queria, mas pelo menos vou tentar. 02:11 do Leno me diz um cotidiano quieto e ao mesmo tempo gritante, é tão leve como quem percebe do que a vida é feita mas tem algo forte, uma característica presente em quase tudo que o Leno escreve. Duas faces de uma coisa simples, de uma percepção aguçada da vida, como eu disse lá em cima.


-viajeinabatata
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sab Mar 20, 2010 9:53 am

Catálogo


Catálogos de preço com céu azul por dentro
Vazios, ocos, lentos
Catálogos de caras enfeitadas todas sujas, por dentro
Inteiramente nuas
Cada impressão que delineia o meu corpo
Onde se encontra?
Cada abstração que esmigalha o meu corpo
Onde se encontra?

Catálogos de carros que passeiam em viagens
Não se entregam a noite
Eu como o silencio e mastigo ele amargo
Eu como a mim mesmo e me vejo muito fraco
E me vejo um palhaço
E me vejo um sapato
E me vejo...trafegar pro lado, lento

Notas entoadas escorrem para fora dessas bocas...
Não me entristecem
Cada gesto nobre que se lança em horizontes
Apontam em direções tão divagantes
Não me envaidecem
Não me causam taras
não me desamarram
Nem me prendem


Eu sou o cigarro na boca de um distante
Espalhando entre o vento
Eu como a criança que me abraça muito forte
Mastigo sua inocência, absorvo sua decência
Me puno entre abraços de pêsames malditos

Me vejo desmanchar sem argumentos
Me vejo sufocar em prédios invisíveis
As coisas boas voltam?
As coisas boas nunca voltam?
Queria hoje acordar em um céu azul bonito...

Quero me jogar...
quero me jogar...
Temo que meus pés me abandonem
temo que me levem ao escuro da minha alma
e me deixem sem abrigo.


T.M.
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Mar 26, 2010 2:01 pm

Belvedere

Idéias presas em cativeiro, trancadas a sete chaves. Perdidas no tempo e desperdiçadas na oportunidade.
Idéias de perna quebrada, com medo de andar. Idéias disfarçadas, maquiadas e mascaradas.
A tentação que é proposta, nunca aceita, é deliciosa
O meu preço é alto
Não compra coragem, muito menos bravura.
Minhas idéias são vendidas, embalo o problema pra presente, enfeito com laços e fitas.

Quem sabe alguém aceita...

-erika donin
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Mar 26, 2010 8:58 pm

Smile 


Última edição por Mat em Seg Mar 10, 2014 1:38 am, editado 1 vez(es)
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Faust Arp
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Seg Mar 29, 2010 12:00 pm

Ah que bom que voltou a postar seus poemas Mat....senti falta...e Erih postando com maior frequência, muito bom mesmo...bom lá vai um poema de uma divagação que surgiu do som que o quadro fazia na parede, um som estranhamente bom..viajei demais..rs


O quadro e o vento

Estrada dura, haste das paisagens
Aflora, peito que dorme...incalculável
Pois que na imensidão dos ares, me sufoca o desespero
Fosse antes o apego...fosse antes a Antares
E nos meandros dos resquícios tenho o meu abrigo
As ranhuras nos campos do fauno, nas películas dos meus poros
Abraça-me tão forte as margens íngremes da minha infância
Me beija com carinho a face
Faz-me flutuar em paraísos, em sorrisos tão claros
Faz-me engendrar um rio de lágrimas por essa tarde
E à noite guardo em uma caixa todo o meu passado
Passo fincada pelos teus olhos, não perceberás

Estrada dura, haste das paisagens
E no centro, inocula seu nome alto
E dorme cansada
Agora o quadro que penduras na sala dos espelhos
Insiste em balançar ao som do vento
Insiste em balançar ao som do vento.






Thamires Machado
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sab Abr 10, 2010 4:22 pm



Negativa ao particípio





As coisas não têm fim, recuso-me a acreditar na existência do contrário
Se olhar para outro céu me trará a fé de volta,
recuso-me acreditar na finitude dos meus olhos
porque me abraça bem forte a vida e o dia me diz:
Não tem fim!

Veja, ao meu redor as coisas andam se repetindo
A fumaça se confunde com o ar
Os amantes procriam palavras singelas
E o amor não morre, pára...

Tenho tentado gesticular minha fala, me fazer compreender
Se cesso a voz por um instante me coloco na intensidade do universo
Por que sou coisa inerente a mim mesma
Portanto não tenho fim...
Se me tirarem o sopro, ressurjo num abraço
Se me cortarem os pulsos, não vou cair sozinha
Me encontrem em uma poça de água suja
Nas entranhas das unhas de um ferreiro
No carbono que queima ao meio dia

As coisas não têm fim, elas apenas param
Para um recomeço adiante
como se faz a espera em um amor platônico

Num absoluto gesto de gentileza
estrelas caem do céu para te mostrar o elo subscrito
Em fragmentos de poemas andantes
que atravessam os corredores da alma
e desta forma desaguam em você a absoluta existência
Fazendo com que todos os dias, todos os segundos ganhem pulsação
Fazendo com que todos os versos sejam infinitamente meus!





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Agatha
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Dom Abr 25, 2010 7:41 pm

"E o amor não morre, pára..."
Thami, tu sabe que te odeio.

Aqui embaixo fica algo que eu pari na frente do Leno, depois de dias e mais dias de infertilidade.

Esse poema é um pen drive.
Minha vida é um computador.
Informações decodificadas.
Vou escrevendo no automático.
Penso como uma televisão LCD.
Embora LSD fosse bem melhor.
Movo as mãos como as rodas de um carro
traçando um caminho já usado por outros
em direção ao infini...ito horizonte,
onde meu costumeiro cinza metálico
é saudavelmente poluído por arco-íris,
onde meus olhos voarão com asas
e não com aviões asfixiados por nuvens.
Através de um poema, vou-me embora
para o lugar acima dos arranhas-céus.
Lá sou amigo de todos os extra-terrestres,
seres verdadeiramente humanizados,
talvez um pouco automaticáveis,
mas nunca automaticados.
Meus poemas mudarão de aspecto,
eles jamais serão discos rígidos.
E jamais serei uma pessoa rígida.
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Seg Abr 26, 2010 6:28 pm

Agatha, muito legal a descaracterização contida no poema e também a flexibilidade do ser humano que mesmo comparado a uma máquina consegue superá-la por ser matéria viva, imprevisível e livre...
Vou colocar um poema de descaracterização também...estava ouvindo Radiohead, HTTT, serviu como trilha...


Transitório



O aço funde-se ao cobre
Dilata sangue em minha garganta
e assim se regurgita a vida
assim se dispõe a doer, a queimar, a sangrar
assim se dispõe a também morrer

Como fui a outros tempos asfalto
e passeei por entre seus olhos,
Territorialmente seco e áspero
vesti meu santo manto negro
vaguei pela noite
Solitário e infiel aos meus pensamentos
Como fui um dia vento...
Literalmente vento

Mirei ao longe os raios que despontavam
Engoli sangue e suei toda a minha desigualdade
Esgotaram-se todos os arrependimentos
Como fui um dia vento...
trafeguei sem rumo nas paisagens secretas
Como fui um dia
não apenas a um momento

Desloquei meu osso humano
cantei o sofrimento em notas agudas
Arrancaram-lhe as dobradiças da carne, e colaram-nas desarranjadas
Andei descompassado e cambaleante
aleijado e saturado como o tempo

Dos encontros que tive com o mar
nos horizontes delirantes
onde os homens escondem suas paixões
jamais o reconheci sobre a imensidão dos cosmos
Senti-me pequeno...mas nunca diminuído, nunca sem importância
Me senti teu filho, irmão mais velho dos rios
me senti a queda das cataratas
E ainda me sinto sempre...

Descalço meus pés para tocá-lo
Desnudo minha alma para deitar-me sobre ela
Na noite se formam betumes no chão
se dizem ser os pretos que sustentam a terra
Se dizem ser a Terra das coisas incompreensíveis
Onde me divido em diversas matérias
Onde visto e me desvisto constantemente
Onde sou vento, asfalto e queda...
onde sou um corpo ausente


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MensagemAssunto: Re: Poemas   Seg Abr 26, 2010 8:51 pm

"me senti a queda das cataratas..."
não consigo falar sobre os poemas sem repeti-los, aff
fazia tempo que eu não via as cataratas
e hoje elas apareceram no jornal, por causa das chuvas no sul
enfim, nunca as vi fora da televisão, mas dá para perceber a intensidade da queda
e, no poema, deu para "sentir"...
ah, e me mata, mas eu tenho que comentar que pensei em você de ressaca quando li:
"Andei descompassado e cambaleante
aleijado e saturado como o tempo"
enfim, aqui sou vento querendo alcançar distâncias... aqui sou asfalto pisado pelos outros... aqui sou queda, realizada por conta própria, às vezes
beijos, gata!
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Abr 27, 2010 1:09 pm

Eu de ressaca?? Como? Nem bebo... Shocked
Brincadeiras a parte, sei lá, estou afastada dos poemas, e um pouco de tudo pq estou com muitos livros para ler, e o curso está me desmotivando, tenho que buscar sempre algo que vai além dos códigos para tentar me fixar...obrigada por comentar mesmo me difamando aí.... Razz Razz
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qui Abr 29, 2010 12:21 am

Estamos correndo com tesouras
em encontro com o mundo
Não nos machucamos, nunca nos ferimos, apenas sangramos.

-Eu q
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qui Abr 29, 2010 7:45 pm

Thami, difamei não... AHEJAUIOHEIUAH
Cara, vou rezar para Buda nos ajudar
Os meus poemas de ultimamente estão incompletos
...
aqui vai outro.
Estou me preparando para dar continuidade a uma história de um garoto homossexual.
Está mais fácil narrar uma história do que compor um poema.
Mas vamos à luta.

Meu arqui-inimigo alienado

Tu, que dormes de olhos abertos,
é bom saber que te odeio deveras.
E também não adianta dizeres que
me odeias igual ou mais intensamente.
Tu não me odeias nem um pouco.
Tu não me amas nem um pouco.
Tu não sentes absolutamente nada.
Tu és o famoso poeta pós-moderno.
Tu és o andróide (in)visível a cada esquina.

Tu, surpreendi-me quando te vi assim:
com fios presos nas cavidades auditivas;
borracha no tênis dispendioso, miolos nos pés;
deixando uma corrente sufocar-te o pescoço;
metal no braço dizendo-te o momento certo
para a repetição do repetido dia de ontem;
ferros assustadores no próprio sorriso infeliz.
És sintético nos prolongamentos do teu corpo,
não nos da alma, porque eles não existem.

Tu que te glorificas por não veres televisão,
não percebes que simplesmente a substituiste
por horas inúteis em lan house e notebook
e videogames minúsculos e isto e aquilo,
eletricidade que choca teus neurônios já retardados.
Seu nerd-projeção-de-engenheiro que esqueceu
(ou, pior ainda, nunca chegou a aprender)
o significado de protagonismo juvenil.

Naceste na revolução técnico-científico
(podes chamá-la de época da comunicação),
que tem, como resultado da ausência de diálogos,
apenas tu, que não utilizas o tu corretamente.

29.02.2010
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qui Abr 29, 2010 7:48 pm

Errata:
Que HORRÍVEL, falta um "s" em "naceste".
Er, eu não sou tão burra... UEHAIOUHEIA.
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Abr 30, 2010 6:21 pm

Este alienado, não é conhecido por nós, ou é?
Bom se é uma saga de poemas com as aventuras desse garoto Alienado, estou esperando os próximos
Wink
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Maio 07, 2010 2:31 am

Não... são os meus amiguinhos. É isso que eu penso dos meus amigos, uaheoihae. Fazer o quê.
Cara, vou tentar escrever mais sobre eles. Mas talvez saia o contrário. Nunca se sabe. Talvez eu acabe é fazendo um poema romântico...
E você, hein? Cadê os seus? u_ú
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Maio 14, 2010 1:34 pm

Franco Atirador, duas confissões( Der Freischutz)



- Ele rasgou o meu ventre. Limparam-lhe o sangue
Cortaram assim os nossos laços
Tiraram-me dos braços e o carregaram para longe, para longe...




A glória de um dia explorado a última gota
Passarei a tuas mãos o meu orgulho e minha passividade
Contarei até o infinito, e não se esgotará
A arma que carrego às mãos me torna um soldado manco
Marchando sem direção...
Dormem aos montes um fardo de homens
Dormem eternamente e também no peito de quem os vela

Um pagão cansado desnivela teus pensamentos, foge do tempo
Não consegue causar nenhum espanto a si mesmo
Há de se perguntar se é homem ou um animal
Dignidade maior não há de ter..há de ser apenas um farol distante
E eu reluto a entregar-me a esta terra...reluto..canso-me diversas vezes

Este céu que abriga a imensidão, trincado à morte dos meus caros sonhos
Este céu que já foi meu abrigo, hoje é a morada dos meus castigos
Onde a cabeça pende ao lado errado, onde caem minhas mentiras
Relutarei mas por diversas vezes canso
A mão ao longe me chora um canto de amor
A mão ao longe me arranca a inocência
Perdoe-me, fraquejei aos teus olhos
Perdoe-me não ter palavras bonitas na garganta
O que é belo para mim se revela no raiar de um novo dia
Quando meus pés gélidos marcham acima dos meus medos
Quando sou sincero e desmedidamente homem
E empunho de um lado a balança e do outro, a espada
E sussurro a mim mesmo: “Sou um franco atirador!”

No amanhecer de cada dia te escrevo estas palavras
Vejo do lado um chão tortuoso e uma moça num escapulário
Vejo o que não via a um segundo
Quero te dizer que foram dias difíceis, são ainda
Cada dia que escrevo é uma morte a menos
É uma luz que se revela timidamente
Um estrela cintilante

Se fez da natureza a ordem natural das coisas...
Embarcou na tragédia que o pôs neste mundo
E que o tirara com infinitudes e com saudades
Prepara-se para nascer em outro traço
o franco atirador morre dilacerado
e sua alma se avista em constelações ascendentes




- Ele rasgou o meu ventre..escorrera-se o sangue
Cortaram assim os nossos laços...
Tiraram-me dos braços e o carregaram para longe, para longe...


T.M.

nota : Existem dois personagens, a mãe e o filho que trava uma guerra não sabemos se interna ou externa, não dialogam entre si mais trazem memórias que se interligam..só trouxe essa informação para não ficar tão confuso o texto e também porque postarei mais alguns poemas de mesmo título que trata da mesma história. Espero que gostem e leiam...afinal o tópico anda abandonado, não deixem ele morrer...
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qui Maio 27, 2010 12:55 pm

Der Freischutz


um copo para baixo, um rosto para o lado contrário
coisas esparsas, coisas leves ou tão leves quanto poderiam
calçadas que rumam para o nada, dentro de um copo
para baixo a lama
para baixo a alma...


T.M.
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Jun 18, 2010 7:10 pm

.


Última edição por Dnn. em Qui Maio 05, 2011 11:19 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Seg Jun 21, 2010 6:09 pm

puta que pariu
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Dom Jun 27, 2010 8:05 pm

DenyYourMaker escreveu:
puta que pariu

E aqui vai o meu poema:

-Eu sou um gerúndio.
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Jul 20, 2010 4:29 pm

A noite estrelada

Onde estão essas almas, pintor?
Colocou-as dentro da caixa de sapatos
Colocou-as em sílabas prensadas
impregnadas no teu cheiro?
São sacos de palavras sufocadas no teu pranto
São angustias demarcadas, contempladas no teu canto?

Como vão as crianças, pintor?
Tem rabiscado os teus olhos
E segurado nos teus braços para que não corram para longe?

A saliva redundante foi cuspida na minha cara
os instantes rodopiam pela sala
enquanto todos dormem no chão da varanda
enquanto todos dormem no canto da porta

Hoje todos falam de ti, pintor
mas ninguém antes ousou sentir a tua dor.


T.M.
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