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 Poemas

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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qui Jul 30, 2009 9:09 pm

Futuro? o futuro do poeta é fazer sentir sua poesia, se ele conseguir o resto é consequencia...

Mas não se engane, gostei do poema...=]
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qui Jul 30, 2009 10:45 pm

Postando um poema meu agora...=]




23:55 LATEJANTES



Quando minha alma regressar do seu próprio universo
Engolirá com bocas feitas da mais pura transcendência
Enormes sonhos vestidos de ondas sonoras de ecos inesgotáveis
Arremessará meu corpo para fazer sombra ao chão mágico abismal
Onde ouço sussurros transformados em gotículas de artérias do infinito
Onde o grito é uma partícula que penetra nos poros do mundo empalidecido
Vagando meus pensamentos no rastro de nada submerso por mim
Álvaro de campo é minha pulsação descompassada nesse momento
Sou a partícula poluidora que se joga na profundidade lagrimejante
Posso engolir teus sonhos e vomitá-los na cápsula repleta de poesia?
E envia-las para destinatários prontos devorá-las.
Como se devora a eternidade?
Ah regresse minha alma
Antes que eu afunde no oco rastro da ausência de mim mesmo.





João Leno Lima
30/10/2007
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qui Jul 30, 2009 10:51 pm

confused 


Última edição por Mat em Seg Mar 10, 2014 12:42 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qui Jul 30, 2009 10:52 pm

Esse seu poema é bem espacial, não leno?

Influência alemã?

L S D?

Brinks!

É bem belo, ele!
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qui Jul 30, 2009 11:46 pm

q poema hem senhor??? Retalhado é um poemaço...finalmente vc não mais se escondendo, entregando-se ao ato-poema e soando como um jovem Álvaro de Campos que lamenta sentir oq sabe q sentira pela eternidades dos seus instantes poeticos...

Retalho pela sua propria trancedencia incontrolavel, o corpo falta implodir em gritos jamais ouvidos e ensurdecedores...
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Jul 31, 2009 12:12 am

DESTEMPORALIDADE

Voar é a morada dos pássaros
Sonhar é a dos Homens.
Deus, Clamo que juntem em mim todos as tuas fúrias,
Num cálice celestial para que eu beba como quem tem sede de eterno!
Calo-me, sou soberbo às vezes,
Sou a junção física da materialidade desnecessária.
Eu penso na dor como quem pensa nos fazeres domésticos da manhã,
Clamo por saudosistas e anarquistas
Para me limpar do lixo terrestre
Que se aloja debaixo dos tapetes do meu ser
Mas na verdade, poetas e loucos,
Que passeiam com seus carros e bicicletas pelas minhas silhuetas medrosas,
Sou quem balbucia ao dialogar com o mundo,
Sou quem viaja de ônibus como se fosse a cruzeiro invisível
Pelo próprio interior das coisas,
Sou quem paga as contas no final do mês
E guarda o resto para futuras viagens pela lua exuberante,
Sou quem observa Homens e mulheres em suas caminhadas
Que perecem voltas e voltas por um invisível trecho oculto a si mesmos.
Adormeço, choro com a criança que perdeu seu programa onírico,
Tropeço na fala ao declamar os versos dos outros e até os meus e próprios,
E quero enfatizar que sou parte do destino essencial do dia,
O que compõe a realidade com imagens sobrepostas
Recortadas das fotografias descoloridas do domingo solitário.
Adormeças comigo esse noite?
Sobre os cantos dos poemas daqueles que lamentam seu próprio aniversario?
Adormeça comigo essa noite?
Sobre os ombros daqueles que perderam seus amores
Ou sobre aquele que temem nunca encontrar?
Ou sobre aqueles que machucam
Ou sobre aquele que sempre se machucam
Ou sobre aqueles que parecem intactos
Mas na verdade são os mais quebráveis ao vento sentimental
Esmagador do tempo e que é temporalmente findo...
...ah esse vento que leva a todos e todos parecem sentir...
Sim... Voar é a morada dos pássaros
Sonhar é a dos Homens.






João Leno Lima
20-07-09


Última edição por L em Sex Jul 31, 2009 9:18 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Jul 31, 2009 1:45 am

Passei algum tempo essa noite digerindo os poemas de vocês,mandei alguns pra minha amiga e ela gostou bastante,me mandou elogiar Smile

Eu queria ser um bolinho de chuva G_G
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Jul 31, 2009 6:05 pm

Nossa leno! Tô desarticulado com os seus elogios
até agora!

Valeu! Não sabia q vc iria achar ele tão bom assim!

Ah.... Campos? ôh meu deus! quem me dera
chegar naquele nível.

abraços. Vou postar mais depois........... yhumbsup
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Jul 31, 2009 7:16 pm

Mateus, vc é hermético ao avesso e bastante incisivo na maneira de dizer o que quer...vc vai estudar letras/filosofia?
O L já é mais suave na maneira de proferir sua poesia, porém usa versos longos sem pontuação, o que "tira o fôlego" na hora de ler, contrapondo a simplicidade aparente dos versos... sei lá...é o que eu acho. Smile
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Jul 31, 2009 8:13 pm

Transversal


Despenca sobre mim o impossível.
Sangrando, debatendo-se nos meus poros mundanos,
Vestido de noiva do meu absoluto
Em coito com a magnificência do caos,
O tempo e o espaço beijando-se no infinito,
Tremendo de frio com olhares,
Castrado sonho que rodopia,
Vagina que ancora sobre a criança chorando,
A visão que perfura a antevisão,
Tecido nervoso que pula de pára-quedas,
Crânio esmagado pelas escalas oitavadas da musica,
Meu copo banqueteado pela lagrima,
Vagando pelos vácuos inaudíveis,
Onde tudo se fragmenta lentamente,
Onde minhas palavras poluem no ambiente da poesia,
Quebro as ondas sonoras da minha memória,
E arremesso-me...
Não sou mais eu digo a mim mesmo,
Sou metade tempo metade espaço
Metade vazio metade tudo
Metade silencio metade grito
Metade trasncedentalismo
Metade efemeridade,
A poesia que vem de mim tem gosto inalcansabilidade,
A poesia que vem de mim tem sombra de imensas tempestades,
A poesia que vem de mim não encontra
O amor nem seus mais nebulosos demônios,
Visão que perfura a antevisão
Alastra-me em ódio carnal pela nuvem,
Uma nuvem ataca-me,
E me absorve,
Leva-me
Sou só nuvem agora,
Flutu-o sem rumo pelas bordas da noite do meu sonho,
Qual o maior desejo da minha poesia?
Desabafos infinitos do infinito da pagina,
Vomito minhas vísceras e ela vira palavra,
Que se espalham pelos tubos de ar do cotidiano
Contaminando a manhã com infinitudes,
Escolho a mim mesmo
Escolho o mundo transversal da poesia
Escolho a lógica do impossível
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Jul 31, 2009 8:56 pm

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Última edição por Mat em Seg Mar 10, 2014 12:43 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Jul 31, 2009 9:11 pm

Neutral 


Última edição por Mat em Seg Mar 10, 2014 12:44 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sab Ago 01, 2009 1:14 pm

Poema com sérissima influência da poesia maldita, do decadentismo à la Augusto dos Anjos, do pessimismo existencial e no final certo lirismo mórbido...

Florbela diria "continue escrevendo menino"...rs
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sab Ago 01, 2009 3:04 pm

Arrow 


Última edição por Mat em Seg Mar 10, 2014 12:45 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sab Ago 01, 2009 3:55 pm

MAIS UM POEMA ...




INTERNO INFINITO





Nessas horas quando minha alma
fundi-se num infinitésimo impossível.
solidão crepuscular que abraça os sentidos,
admirável mundo novo em preto e branco,
incomunicável sinfonia paleolítica,
destroço de possibilidades inanimadas,
mãos dadas abstratas que sufocam a consciência,
montanha congelada de respirações cotidianas,
oceânica nuvem de pensamentos calmos,
dialogo de ócio castrado ,
vastidão eternamente asfixiada,
matemática de rostos retorcidos,
poluidor mecânico de ilusões,
corpos ocos por não terem palavras,
boca que se autovomita,
visão por cima do desejo,
espaço que nasce do poço da onisciência,
selvagem musica que imprimi a sombra,
efeito sonoro de convulsões abismais,
cúmplice de luminosos sonhos infinitos,
via láctea que se torna amante do fôlego,
útero expelidor de mundos,
longínqua direção involuntária,
fragmentos que se encontram lentamente,
nessas horas quando minha alma
pulsa como um coração
feito abismos
de eus...

João Leno Lima
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sab Ago 01, 2009 11:13 pm

Rolling Eyes 


Última edição por Mat em Seg Mar 10, 2014 12:47 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sab Ago 01, 2009 11:49 pm

Neutral 


Última edição por Mat em Seg Mar 10, 2014 12:48 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Ago 04, 2009 9:21 am

Vc escreve com autoridade esses versos. Espalha tua "dor" pela dor e pala página em dolorosa camada de um teatral desespero. No final, a frio consequência, a constatação, a dor, aquela dor...
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Ago 04, 2009 9:21 am

DEMENCIA AUTOMATICA





DEMENCIA AUTOMATICA



Quero que a tua alma feita de zinco e fugitiva das nádegas do subconsciente
Atravesse as paredes metálicas dos sonhos cotidianos.
Invada as avenidas vomitadoras de cadáveres geométricos,
Que as tuas palavras mais intimas sejam investigadas pelo holograma do desespero das distancia insuportáveis.
Que o teu corpo puído seja retalhado pelos abutres antropofágicos das memórias genocidas de angustias.
Quero que a tua existência estupre os vaga-lumes eletromagnéticos,
Que dialogam nos celulares noturnos e são sufocados pelas mãos úmidas da noite inviolável.
Que o teu rosto ninfomaníaco de orgias suicidas
Entre em colisão com aquele espelho desprezado por ti
Nas vitrines horrorizantes das paranóias cósmicas estaticamente,
Onde se funde os teclados dos computadores com as flores subversivas da manha de enxofre.
Onde os cálculos se baseiam na deformação continua da tua expressão fácil sociopata.
Onde palavras-protitutas dão o cu nos motéis flutuantes da tua infância.
Onde crianças com forma de gesso se espatifam no litoral do teu cérebro.
Quero que os teus passos absorvam os narcóticos madrugadores da tua monotonia.
Que o teu cansaço computadorizado sofre de hemorróidas dadaístas.
Quero que as bactérias ansiosas pela tua queda se masturbem com a presença futurista do teu reflexo.
Que a tua prudência leve as virgens melancólicas para trás dos portes
Numa rua desértica no meio do mar de instantes poluídos de tristezas eletroacústicas.
Quero que a tua esperança se prostitua na rua movimentada
Do centro da tua adolescência frustrada
Que o teu desaparecimento seja celebrado pelo marques de Sade
Preso nas pálpebras das sombras perseguidas pelos urubus mecânicos das terdes cinza.
Onde panfletos democráticos pregam a tua volta para casa nos ônibus com forma quadrada.
E onde teu vomito revela os micróbios malabaristas
Que tomam forma de controle remoto
E ligam as televisões arreganhadas e prontas para serem excitas pelo nada...


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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Ago 04, 2009 6:17 pm

Podem postar que a gente vai lendo sim... hehe
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Ago 04, 2009 6:31 pm

Mat escreveu:
Eis um salmo de adolescência pertubada:


Morto por dentro

Quando chover ácido,
e meus pés - mortos de cansaço -
me jogarem ao fundo de um precipício.
Saibam a causa.
Uma profundo sensação de desespero... solidão.
Pensei em enforcamento... ânsia o suicídio.. dirão.
Não sei o que me pavora no mundo, talvez os outros...
outros mundos.
Quem me dera a resposta! Florbela que me diga,
ele que minha vida é muito lida.
Vejo passar o tempo e imagino-me afogado,
por que não?
Meu corpo ser encontrado morto e boiando no mar...
seria um grande espetáculo para a minha família,
brilhando de partículas marítimas... ardendo.
Só assim, receberei o abraço enfermiço de minha derrota amiga.


Mateus Pereira 21 -08



Notas: 1- Florbela Espanca, poetisa portuguesa. Nessa época tinha muita influência dela.
Adorei esse, cara!
Parabéns, Mat!!
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Ago 04, 2009 9:47 pm

pig 


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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qua Ago 05, 2009 7:24 am

Caro Mat, a influência nessa época era do Paulistano Roberto Piva e da poesia de Allen Ginsberg.
Mergulhei em versos mais urbanos, menos atolados no meu auto sufocamente existencial...



LATEJAMENTO SOB O EFEITO DE FERNANDO PESSOA



No vulcão adormecido na minha pálpebra
Entrecortando o arco-íris desabitado
Sou uma contramão num vaso dilacerado
Pelas mãos feitas de embarcações invisíveis do silêncio.
Fraturando uma perna na beira do necta dos corpos
Infiltrando-me sobre os vazamentos das alucinações
Afundando a boca no ruído de um rosto reverso
Nos goles de chão tomados pela minha alma
Quando anjos açoitados pelos meus poros são presos num frasco
De infância e cólera com esqueletos de labirintos

O Universo da Solidão se confunde com minha alma

Dezenas de delírios são presos num frasco quando eu nasci
Há resquícios de números sobrevoando minha antiangustia
Eu preciso enveredar pelos caminhos desavisados na anti-materia
Torço palavras ensangüentadas sobre o peito da madrugada
Caindo a 100 quilômetros por hora depois do encontro com Fernando pessoa
Na ilusão de ótica do absoluto
Num fundo nebuloso do copo d água
Na coleta de um átomo voador
Na vitrine de um eco
Onde esta meus honorários restos mortais?
No sorriso dessorrissado do desesperador som das multidões
Eu erro quando penso que as nuvens estão muito longe
Eu me arranco de encontro à praça invisível
Mastigando o inoxidado onipresente sentido titilante
Adormeço sobre os seios dos labirintos catarrentos
Me confundo com uma poça transparente sob o pano de fundo


Trezentas mil vezes infinito
Frações de fugas presas num frasco arremessado dentro da minha alma confundida interminavelmente com restos mortais de universos
Na contramão de um pedaço de olhar pisoteado
Pelas paginas rasgadas por ecos trazidos por invulneráveis transcendências
Que se fundem sob o pensamento deslizante
Que arranca meu coração feito de invisibilidade mágica e abismo indomável.

O Universo da Solidão se confunde com minha alma.





João Leno Lima
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qua Ago 05, 2009 7:25 am

Sobre sonetos...nossa...séculos que não escrevo! vou ver aqui,...
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qua Ago 05, 2009 8:52 pm

No 


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