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 The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv

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MensagemAssunto: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Sab Out 10, 2009 4:34 pm

Chris Bran, 2004
IndieLisboa, 2006



Bizarro. Cápsula anti-tv. Absurdo, quase. E por isso delicioso. The most gigantic lying mouth of all time é uma quase-mentira. Uma pacote de experiências de levitação. É o produto final de um projecto abortado: na altura de lançamento do álbum Hail to the thief os Radiohead anunciaram a abertura do seu canal próprio, o radiohead-tv. Este filme (?), documentário (?) é o fruto inacabado e vai ficar assim, como objecto final. Um conjunto dos primeiros quatro episódios, que compila material enviado por admiradores e outro produzido pelos próprios Radiohead e apresenta ainda um conjunto de temas inéditos dos magos britânicos.

Momento épico, da máquina a amamentar o recém-nascido com óleo ou diesel ou petróleo ácido, progressiva programação de sentidos, a, b, h, delete, insert, e Spinning Plates (amnesiacquiano) a ganhar visual, inquietante.

Amargo na língua, de tão delicioso. Mas é preciso estar dentro, bater bem a porta para evitar correntes de ar, aborrecimentos por não se perceber o universo radiohead. Sobretudo, é preciso gostar dos génios de Oxford, ter lágrimas cravadas em Ok Computer, desenhos de minúsculos monstros rebeldes no caderno, «against demons», «i might be wrong», «Fitter, happier, more productive, comfortable, not drinking too much, regular exercise at the gym (3 days a week)...», letras de Kid A no impresso para entregar nas finanças, histeria quando se ouve Street Spirit (Fade out) perdida numa radiofonia qualquer. Reunidas estas pétalas de loucura, The most gigantic lying mouth of all time torna-se ultradigerível, entranha as imagens mais absurdas (que as há, que são fatia grande de cada episódio) no mais orgulhoso absurdo do ser. É pura masturbação.

Entrevistas sem sentido com Thom Yorke, viagens sem dentes de ouro pelo experimentalismo da animação, Yorke a solo no piano, Hail to the thief por todos os poros, magnitude de imagem conjugada com uma ou outra, ou mais, absolutamente incompreensível, lição de política internacional declarada (das animações com melhor realização) a Bush e Blair, primeiras-damas do mundo, nódoa de sangue e de luz a pintar o escuro, distorções de imagens, de voz, de faces, de ideias – os Radiohead e a comunidade que os abraça, sem espinhas. Hino à libertação, desaconselhado aos que não resistem a paisagens cinzentas





http://www.rascunho.iol.pt/critica.php?id=895


Achei sensacional essa resenha...
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Qui Out 29, 2009 9:26 am

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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Qui Out 29, 2009 9:27 am

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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Qui Out 29, 2009 9:28 am

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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Qui Out 29, 2009 9:32 am

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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Qui Out 29, 2009 9:41 am

A EMERGÊNCIA DO CYBERSPACE E AS MUTAÇÕES CULTURAIS

Pierre Lévy


O que seria o espaço cibernético? O espaço cibernético é um terreno onde está funcionando a humanidade, hoje. É um novo espaço de interação humana que já tem uma importância enorme sobretudo no plano econômico e científico e, certamente, essa importância vai ampliar-se e vai estender-se a vários outros campos, como por exemplo na Pedagogia, Estética, Arte e Política. O espaço cibernético é a instauração de uma rede de todas as memórias informatizadas e de todos os computadores. Atualmente, temos cada vez mais conservados, sob forma numérica e registrados na memória do computador, textos, imagens e músicas produzidos por computador. Então, a esfera da comunicação e da informação está se transformando numa esfera informatizada. O interesse é pensar qual o significado cultural disso. Com o espaço cibernético temos uma ferramenta de comunicação muito diferente da mídia clássica, porque é nesse espaço que todas as mensagens se tornam interativas, ganham uma plasticidade e têm uma possibilidade de metamorfose imediata. E aí, a partir do momento que se tem o acesso a isso, cada pessoa pode se tornar uma emissora, o que obviamente não é o caso de uma mídia como a imprensa ou a televisão. Então, daria para a gente fazer uma tipologia rápida dos dispositivos de comunicação onde há um tipo em que não há interatividade porque tem um centro emissor e uma multiplicidade de receptores. Esse primeiro dispositivo chama-se Um e Todo.


Uma outra versão é o tipo Um e Um, que não tem uma emergência do coletivo da comunicação, como é o caso do telefone. O espaço cibernético introduz o terceiro tipo, com um novo tipo de interação que a gente poderia chamar de Todos e Todos, que é a emergência de uma inteligência coletiva. Do interior do espaço cibernético encontramos uma variedade de ferramentas, de dispositivos, de tecnologias intelectuais. Por exemplo, um aspecto que se desenvolve cada vez mais, nesse momento, é a inteligência artificial. Há também os hipertextos, os multimídia interativos, simulações, mundos virtuais, dispositivos de tele-presença. É preciso não esquecer, por outro lado, que a própria mídia hoje está numa hibridação com o espaço cibernético, onde ela se vê obrigada a se abrir para isto... Mas, o que há de comum entre todas essas tecnologias, entre todas essas formas de mensagens? O que implica uma mensagem numerada e os outros tipos de mensagens? Uma mensagem numeralizada se caracteriza pelo fato de que se pode controlar essa estrutura de perto e de maneira muito fina. Então, os bits da informática são como gens na genética, isto é, a microestrutura. Fazem parte de um conjunto de tecnologia e vão em direção a um controle molecular de seu objeto, o que dá uma fluidez a todas essas mensagens e lhes dá também a possibilidade de uma circulação muito rápida. O que há em comum em todas as bases nos bancos de dados do espaço cibernético? Não são as mensagens fixas, mas um potencial de mensagens e que, dependendo de quem vai utilizá-los, vai para uma direção ou outra. O que acontece é que, com isso, se recupera a possibilidade de ligação com um contexto que tinha desaparecido com a escrita e com todos os suportes estáticos de formação. É possível através disso reencontrar uma comunicação viva da oralidade, só que, evidentemente, de uma maneira infinitamente mais ampliada e complexificada. Por exemplo, é isto que observamos com o que acontece, hoje, com o hipertexto ou multimídia interativa. O importante é que a informação esteja sob forma de rede e não tanto a mensagem porque esta já existia numa enciclopédia ou dicionário.


Portanto, a verdadeira mutação se passa noutros aspectos. Em primeiro lugar, não é mais o leitor que vai se deslocar diante do texto, mas é o texto que, como um caleidoscópio, vai se dobrar e se desdobrar diferentemente diante de cada leitor. O segundo ponto é que tanto a escrita como a leitura vão mudar o seu papel, porque o próprio leitor vai participar da mensagem na medida em que ele não vai estar apenas ligado a um aspecto. O leitor passa a participar da própria redação do texto à medida que ele não está mais na posição passiva diante de um texto estático, uma vez que ele tem diante de si não uma mensagem estática, mas um potencial de mensagem. Então, o espaço cibernético introduz a idéia de que toda leitura é uma escrita em potencial. O terceiro ponto que, sem dúvida, é o mais importante, é que estamos assistindo uma desterritorialização dos textos, das mensagens, enfim, de tudo o que é documento: tanto o texto como mensagem se tornam uma matéria.


Assim como se diz “tem areia”, “tem água” se diz “tem textos”, “tem mensagens” pois eles se tornam matérias como se fossem fluxos justamente porque o suporte deles não é fixo, porque no seio do espaço cibernético qualquer elemento tem a possibilidade de interação com qualquer outro elemento presente. Então, isso não é uma utopia daqueles que experimentaram, conhecem e participam da Internet. É como se todos os textos fizessem parte de um texto, só que é o hipertexto, um autor coletivo e que está em transformação permanente. É como se todas as músicas passassem a fazer parte de uma mesma polifonia virtual e potencial, como se todas as músicas fizessem parte de uma só música, também ela virtual e potencial. Acredito que o texto não vai absolutamente desaparecer com a informatização. O que vai desaparecer é a noção de página, porque na etimologia a página se refere a um campo e um campo com proprietário, com fronteiras delimitadas . Esta página com o campo circunscrito está desaparecendo uma vez que os elementos que a compõem navegam nos fluxos.

O espaço cibernético envolve, portanto, dois fenômenos que estão acontecendo ao mesmo tempo: a numerizaqção que implica essa plasticidade de potencial de todas as mensagens seria o primeiro aspecto e o fato de que as mensagens potenciais são postas em rede e fluxo é o segundo fenômeno.


Desta forma, o espaço cibernético está se tornando um lugar essencial, um futuro próximo de comunicação humana e de pensamento humano. O que isso vai se tornar em termos culturais e políticos permanece completamente em aberto, mas, com certeza, dá para ver que isso vai ter implicações muito importantes no campo da educação, do trabalho, da vida política, das questões dos direitos, como por exemplo, no direito de propriedade. Hoje não se pode ter um projeto técnico se você não tiver uma visão cultural organizadora desse projeto, assim como não se pode ter um projeto cultural sem incluir a técnica. Por isto, é difícil estar distinguindo essas dimensões sociais, culturais e técnicas.


O espaço cibernético se encontra também na origem de uma nova arquitetura, de um novo urbanismo. Poderíamos até dizer de uma nova política porque se trata de uma nova pólis que está se constituindo. É assim que pedagogos, artistas, psicólogos, etc, que geralmente não se interessavam por fenômenos técnicos tem passado a se preocupar com estes problemas. O novo equipamento coletivo de sensibilidade, de inteligência, de relação social está, de fato, nascendo em silêncio. Trata-se de um equipamento coletivo de subjetivação. Para falar do critério de escolha em relação a essa questão da técnica, o critério que este novo equipamento propõe é um critério de escolha ética e política.


O interessante nas possibilidades que se abrem com a emergência de uma nova inteligência a partir disto é que se trata de uma inteligência coletiva, ou seja, estamos na direção de uma potencialização da sensibilidade, da percepção, do pensamento, da imaginação e isso tudo graças a essas novas formas de cooperação e coordenação em tempo real. Trata-se de equipamentos que podem ajudar o aprendizado e a aquisição de saberes. Então, o inimigo necessário de ser evitado é o isolamento, a separação. É preciso pensar em equipamentos de comunicação que, ao invés de fazer uma difusão como a mídia tradicional (difusão de uma mensagem por toda parte), faz com que esses dispositivos estejam à escuta e restituam toda a diversidade do presente no social. Uma outra coisa que é possível explorar é o fato de que estes equipamentos favorecem a emergência da autonomia, tanto de indivíduos quanto de grupos, onde o inimigo é a dependência.


É preciso imaginar, então, que a partir desses sistemas de comunicação quanto mais eles sejam utilizados mais eles se aperfeiçoam, se desenvolvem, ficam melhores. O que acontece hoje é o contrário: as informações vão se degladiando e cada um fica perdido nessa massa de informações. Com as redes, podemos pensar equipamentos de tecnologia que possam permitir que cada um se beneficie dessa inteligência.

Eu vou colocar alguns exemplos em campos diferentes, como a semiótica, epistemologia, artes e política. Começando pela semiótica eu vou propor um exercício de pensamento. Suponhamos que a gente dispõe de todos esses equipamentos atuais mas não se tem uma escrita alfabética, por exemplo. Vamos imaginar que fosse preciso inventar uma escrita não dispondo da escrita alfabética e sim dispondo de todos esses equipamentos. Seria uma escrita alfabética o que inventaríamos? Eu acho que não, porque a escrita alfabética serve par anotar o som. Hoje, a gente tem infinitos meios de gravar o som e não precisamos mais de uma escrita alfabética. Mas há também escritas que vão colocar conceitos ou idéias como é o caso dos ideogramas chineses ou as escritas matemáticas.


Quando o alfabeto foi inventado só se dispunha de suportes fixos e, no entanto, agora dispomos de suportes de outro tipo. Eu acho que a gente está longe de ter explorado o que essa variedade de novos suportes permite. O que se costuma fazer é produzir imagens na multimídia que tem a ver com o suporte estático anterior. Hoje, por outro lado, se poderia estar inventando o que se chama de ideografia dinâmica, que explora completamente a inteligência e o caráter dinâmicos desses novos suportes, constituindo-se numa introdução a modelos mentais com toda sua plasticidade e dinamismo. Isso se encontra nos jogos de vídeo, que é o começo de uma linguagem animada. Mesmo quando o conteúdo cultural dos jogos de vídeo não seja extraordinário há, sem dúvida, um potencial muito interessante. A partir desse modelo a gente vê surgir novas formas de conhecimento por simulação que é muito diferente do estilo teórico hermenêutico que se apóia no estático, na verdade universal e em critérios de objetividade. Os novos critérios têm, ao contrário, a capacidade de mudar em função do contexto local. Quanto ao aspecto epistemológico algo interessante também acontece. Em linhas gerais, podemos dizer que a humanidade desenvolveu quatro ideais ou tipos de relação com o saber. Antes da escrita, o saber era ritual, místico e encarnado por uma comunidade viva. Tem um ditado africano que diz que quando um velho morre é uma biblioteca que pega fogo, que se incendia. Temos um segundo tipo ideal de relação com o saber que é o ligado à escrita, o saber trazido pelo livro. Em geral é um livro único suposto a conter tudo, como por exemplo, a Bíblia. Aí a figura do conhecimento não é mais o velho, mas o comentador, o intérprete.

Com o advento da imprensa, há um novo tipo ideal que não é mais o livro mas a biblioteca. Como vocês sabem as enciclopédias do século XVIII, na França, já eram verdadeiras bibliotecas porque eram volumes e mais volumes. Cada palavra, cada tema remetia um a outro e, assim, já era uma espécie de hipertexto, cuja navegação na biblioteca já era muito diferente do que o livro. Do comentador e intérprete passamos à figura do sábio ou erudito.


Hoje, entretanto, estamos assistindo à desterritorialização da biblioteca. É como se estivéssemos voltando às origens, onde o portador do saber era a comunidade viva, claro que de uma forma muito mais ampliada e diferenciada. Atualmente, o hipertexto não consegue conter a velocidade com que circula a informação. Como a informação é fluxo é como se o coletivo novamente fosse portador do conhecimento.


Então, o novo portador do saber no nosso novo horizonte seria a própria humanidade. Estamos falando não da humanidade no sentido genérico mas de uma humanidade viva enquanto espaço cibernético. O espaço cibernético aqui é entendido como esse espaço virtual onde a comunidade conhece a si mesma e conhece seu próprio mundo, porque são duas faces da mesma coisa. Não se trata mais de uma enciclopédia mas de uma espécie de plasmopédia, isto é, um espaço de saber vivo e dinâmico (para quem teve a oportunidade de conhecer o projeto das árvores de conhecimento que eu apresentei ontem, é justamente essa perspectiva que se encontra aí exemplificada).

Eu vou concluir com algumas observações no campo político. A configuração dominante da esfera política hoje é a mídia com essa estrutura triangular - mídia, sondagens, eleição - onde cada ponto reforça ao outro. As pesquisas reforçam a mídia, a mídia reforça as pesquisas, que reforça a eleição e por aí vai, numa estrutura fechada a três. É uma espécie de estrutura em estrêla onde se tem um centro, que parte lá de cima e depois uma periferia na base.


Desta forma, as questões que são colocadas nestas pesquisas para a eleição já chegam prontas e aquele que responde tem a possibilidade de pensar e se colocar, dizendo sim ou não. O outro elemento do triângulo é o das eleições, onde eu voto como representante, onde cada pessoa que vota participa de uma balança e o voto vai ajudar a balança a pender para um ou outro lado. O que se faz, nestes casos, é utilizar uma espécie de poder de massa para que uma ou outra pessoa, um ou outro programa chegue ao poder. Para isto, não se utiliza praticamente nada no sentido de trabalhar a imaginação e a inteligência das pessoas.


Então, não se tem o majoritário mas, por outro lado, a singularidade é algo que é apagada. Hoje, com a emergência do espaço cibernético podemos imaginar a emergência da imaginação e da inteligência das pessoas de uma outra forma, onde as pessoas não vão estar separadas entre si e ligadas todas em relação ao centro, mas onde serão multiplicadas as conexões transversais entre eles. E, nesse espaço de elaboração e decisão política, poderão se constituir maiorias e minorias diferentes para cada problema: cada problema vai constituir uma maioria e uma minoria. Aí, o pertencimento político não vai remeter a uma categoria massiva, a priori. Ele vai dizer respeito a uma configuração singular dentro de uma geografia de problemas limitada e construída permanentemente pela própria coletividade.


Temos, portanto os meios de restauração de uma democracia direta e em grande escala, porque, até agora, a democracia direta só podia funcionar em pequena escala, fazendo com que para milhares de pessoas espalhadas em territórios mais distantes não fossem envolvidas. Com o uso de novos instrumentos técnicos dá para fazer uma democracia direta distinta do sistema de representação (cuja organização política remete a um centro de decisão e que está completamente obsoleta na medida em que é tecnicamente obsoleto que as decisões sejam centralizadas).



Palestra realizada no Festival Usina de Arte e Cultura, promovido pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre, em Outubro, 1994. Tradução: Suely Rolnik. Revisão da tradução transcrita: João Batista Francisco e Carmem Oliveira.
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Qui Out 29, 2009 12:21 pm

Destacando muito o Hail to the Thief, e esse album é o que eu mais acho que fala sobre esse Sistema inteiro que nós seguimos, por isso é o meu preferido Very Happy
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Qui Out 29, 2009 12:37 pm

Nossa, finalmente encontrei alguém com uma idéia próxima a minha sobre esse petardo.

Enquanto alguns preferem rotula-lo de um amontoado de todas as fases da banda, pra mim, nas entrelinhas, está um manifesto politico, filosofico, um 1984 musicado.
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Qui Out 29, 2009 12:54 pm

A capa do Album já diz tudo, tudo que nos fazemos no mundo, o que está acontecendo no mundo, o que fizemos no mundo.
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Qui Out 29, 2009 1:39 pm

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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Qui Out 29, 2009 1:46 pm

Caraio!! essa deveria ser a capa original!
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Qui Out 29, 2009 2:02 pm

É, mas o disco correria o risco de soar datado. Não? a banda não contempla na sua reflexao as questões politicas do nosso tempo como algo "material" e sim as questões existencias que envolvem isso. Não a toa, Thom na época, citou o celebre "Capitalismo e Esquizofrenia" como uma leitura do momento.

Vejo o Thom nesse disco como o personagem principal do livro 1984.
Pra mim Thom encarna esse personagem metaforizando-se na atual celebração capitalista pos-guerra fria.
e não pós- 11 de Setembro.

Ou tudo pode ser apenas um amontoado de canções que fãs como eu tendem a achar um grande cabeça.

Limite onde a razão soa mais louca ainda.

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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Qui Out 29, 2009 10:59 pm

Não gosto de pensar no "Thom e cia politizados". ^^
Esses tempos o Hail to the thief tá morando nos meus ouvidos Smile
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Qui Out 29, 2009 11:21 pm

Eu tenho ciumes do Hail to the Thief!! volta a ouvir o Amnesiac e o KID A, Mat!! Mad
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Qui Out 29, 2009 11:31 pm

ahsuaahsauhsahsauhuasashushausausa
asuahsuahsuahsuahsuhsuahsuahusahusa
ok!! "Kid a e amnesiac" ainda são os meus prediletos. Wink
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Qui Out 29, 2009 11:51 pm

Cara, todos nós de alguma forma temos que ser politizados. Não é uma questão de estilo e sim de inteligência e percepção das coisas.

Haill To the thief não é (pra mim) um disco politizado, não é um disco sobre "questões politicas" e sim questões existenciais como reflexo doq mundo em q vivemos.
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Sex Out 30, 2009 8:39 am

Concordo e tenho a mesma opinião de Leno, claro que temos que ser politizados, gente nós vivemos neste planeta, não é em outro não, e esse descaso com a política é muito triste...Bom, o Thom tem atitudes políticas em cada álbum, Kid A por exemplo, o que é idioteque?? Poderia citar diversas outras letras e tals, a política está imersa mesmo que implicitamente..Hail to the thief, também acredito que a banda busca o eu dentro deste mundo, e ainda assim seria politizado...a política é uma construção do dia a dia, não é só o plenário, o FMI, o G8...somos nós enquanto agentes dentro desse universo...Claro que é o que acho e não estou tirando o mérito da visão de ninguém sobre a obra, só minha opinião..


Última edição por Thami em Sex Out 30, 2009 11:46 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Sex Out 30, 2009 11:07 am

Amnesiacquiano escreveu:
Cara, todos nós de alguma forma temos que ser politizados. Não é uma questão de estilo e sim de inteligência e percepção das coisas.

Haill To the thief não é (pra mim) um disco politizado, não é um disco sobre "questões politicas" e sim questões existenciais como reflexo doq mundo em q vivemos.

Exatamente o que eu penso! pelo menos 70%.
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Sex Out 30, 2009 6:09 pm

Leno, lí esse texto em duas partes, bem interessante, agora um coisa que quem escreve direcionado a esse público tem de perceber, é que não há muita paciências pra textos tão grandes, não é? Ler na tela cansa, ele é um pouco prolixo e tal, mas o enfoque é bem relevante, há sim essa interativide, vejo como positivo por um lado, outro negativo, como o povo escreve errado na net não , quase ninguém mais escreve "a gente" separado, né? rs, ok fugi do assunto, só quis comentar.

O enfoque da Rh pra mim, é bem isso que vc diz, se o enfoque é social, quase sempre fecha no psicológico do indivíduo e das relações humanas, HTTT por exemplo, começa de cara com uma crítica ao governo Bush, óbvia, propagada pela banda até, mas com versos "I stay home forever, where two and two always makes up five" que dão chaves pra interpretação bem além disso, não é? Fora I Will, Scatterbrain, There There e A Wolf at the Door, talves Myxomatosis, não sei, não entendo ela, rsrs, que têm outras abordagens.
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Sex Out 30, 2009 9:34 pm

Amnesiacquiano escreveu:
Cara, todos nós de alguma forma temos que ser politizados. Não é uma questão de estilo e sim de inteligência e percepção das coisas.

Haill To the thief não é (pra mim) um disco politizado, não é um disco sobre "questões politicas" e sim questões existenciais como reflexo doq mundo em q vivemos.


Não, não. Gente, não me entendam errado. Eu não disse: "Que não sou e não devo ser politizado". Mas, quanto a arte eu sou um pouco conservador, sou adepto àquele lema: "Arte pela arte." Sabe? Acho que política e problemas sociais devem ficar nos jornais e na filosofia... talvez, muito raramente (como acontece com o radiohead) na música. Wink Gente, é só o que eu penso, certo? bounce
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Sex Out 30, 2009 9:44 pm

Bem, qto a mim Mat, só agora lí o que vc tinha escrito, apenas complementei um raciocínio do Leno, mas agora que lí, tudo bem vc não gostar, mas como assim jornais e filosofia? É tipo algo trancado no armário que vc tira de vez em quando pra usar? Sei que é uma opinião sua, mas se vc msm cismar hj de escrever algo, seja prosa ou poesia, vai estar impreguinado de impressões do mundo que o cerca, ou não?
Tenho impressão que vc quis falar sobre ativismo político, não é?
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Sex Out 30, 2009 9:55 pm

Pois é, ru. Eu acho meio "morto" isso de ficar batendo na mesma tecla quando se sabe que não vai adiantar porra nenhuma. Se queremos mudar alguma coisa vamos por em prática, como disse o Marx, não basta só escrever, tem que por em prática. A luta política, seja ela em qual área for, acontece no dia a dia. Não que não se possa compor um disco ou outro com uma picante crítica política. Mas, nada exagerado.


p.s:. Não quis dizer que o thom é exagerado. Wink
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Sex Out 30, 2009 10:21 pm

Eu acho que se "não vai adiantar porra nenhuma" é um pensamento falho, Mat, desculpa, eu uso uma frase do Thom, me aposso como minha " o que não muda nada é vc não fazer nada", penso muito como ele, uso outro cara que hj em dia não respeito tanto assim, razões minhas, o Bono, ele disse "os caras podem nem querer me ouvir, mas sabem que por trás de mim tem uma legião de fãs, eleitores, esperando a resposta, então...". Eu sinceramente acho o assunto chato, em geral ninguém quer ser puxado na orelha, mas acho que artístas com honestidade de posturas, mais ainda, com posições politizadas, pq não falar disso na arte tbm, se é a verdade deles, não acha? Vc disse e disse bem, nem o Thom nem a RH jamais exagerou com as posturas, e acho a ironia cortante do Thom nas letras, uma arma (veículo) poderosíssima com o recurso de estilo que ele usa com maestria, acho que tem que ser honesto, se o momento deles pediam por algo assim, nada mais justo que o fizessem! Idioteque é pra mim, uma letra extremamente politizada, alguns vão ouvir e só dançar, outros captam a mensagem, e assim vamos!
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Sex Out 30, 2009 10:38 pm

Mas, veja bem, vc não acha, mesmo lá no seu interior, que às vezes, a arte ultrapassa a questão social? Vc não tem a impresão que música, literatura, cinema e tudo o mais foram feitos pra encantar, emocionar e não pra fazer político ser honesto? Sei lá, eu te entendo, mas eu penso assim... yhumbsup
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Sex Out 30, 2009 11:16 pm

Concordo com a Ruth, e pra mim idioteque é totalmente politizada e não vejo algo ruim nisso, pelo contrário(como você usa o argumento é a questão chave)...a arte deve ter seu papel social porque a arte é também o social, não se desvincula a arte das relações materiais(pegando um gancho com Marx, já que foi citado) então vamos usar a arte como ferramenta de tradução da realidade, e a realidade é essa aí que o Thom canta brilhantemente...mas aí que está a questão Mat, emocionar e encantar é fim e consequência da arte, e não seu pressuposto, acredito que arte tem e deve e sempre terá enquanto arte, para mim, o seu papel social porque ela nasce a partir da visão do artista sobre a realidade, visível ou não.
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MensagemAssunto: Re: The most gigantic lying mouth of all time: Radiohead Tv   Hoje à(s) 1:05 pm

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