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 THE KING OF LIMBS

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danceyoufucker
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Qui Mar 03, 2011 12:11 pm

Eu acho que o problema que a Thami abordou está muito mais no governo do que em quem faz ou distribui a arte, a grande realidade é que quem não tem dinheiro pra comer, não terá seu pensamento voltado para o lançamento do novo disco da banda do momento, seja ela Radiohead ou Calcinha Preta, porque a sua preocupação estará totalmente voltada em como conseguir sobreviver do que em como conseguir ouvir uma música ou ler um livro, por mais prazer que isso dê. Então, para que isso se resolvesse, o governo deveria dar uma mínima condição de vida digna, não apenas quanto a alimentação, mas em todos direitos que estão "garantidos" a nós pela constituição.

O que vemos é um descaso do governo em que o povo tenha uma certa cultura, que o ensino seja de qualidade, que as artes, que colaboram tanto para o desenvolvimento da pessoa como indivíduo pensante. A última coisa que querem é que o povo seja inteligente, e isso não é culpa do Radiohead, não é culpa das gravadoras e não é culpa de querer lucrar ou não com a arte, mas sim de todo o sistema falido que existe no Brasil, sistema esse que não é nem mais pão e circo, já está voltado somente no pão, já que se criou povo conformado com a sua situação.

Para um artista é muito difícil chegar a todos lugares, claro que seria interessante ver artistas nacionais se interessando em fazer uma apresentaçãozinha em alguma cidade que sofra com essa falta de estrutura, nem que seja um banquinho e um violão, e falta um pouco de boa vontade. E, bem, eu acho que isso deveria ser feito muito mais por artistas nacionais com certa qualidade musical e que já tenha conseguido alcançar algo, do que com artistas internacionais, até porque não seria muito interessante para o povo do sertão nordestino ver uma banda como Radiohead, no máximo gostariam das luzes, mas não entenderiam mensagem alguma e, muito provavelmente, não teriam paciência para a música. (Não por eles, que não são menores que ninguém, mas pela situação em que o governo os deixa)

Enfim, concluindo, para mim artista merece ganhar seu dinheiro e cobrar o valor que acha justo pela obra, os incentivos a divulgação da arte deveria partir do governo. Olhem o tanto de sebos que existem, vendendo livros por um preço acessível, não para esse pessoal que passa fome, mas será que não daria para o governo comprar e distribuir? Ou pedir doação, porque o povo brasileiro é solidário, e levar isso para essas populações mais carentes? Infelizmente as empresas, as grandes redes de comunicação e o governo querem é um povo facilmente manipulável.
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Qui Mar 03, 2011 3:58 pm

Você tocou num ponto importantíssimo, Danceyoufucker(desculpa, n sei seu nome), que é justamente o governo proporcionar uma condição de vida digna, direito esse que está formalmente assegurada na Constituição Federal. Em contrapartida sabemos que uma máquina burocrática como o Estado tem diversos setores aos quais deve voltar em maior ou menor grau a sua atenção, a arte definitivamente não é um deles. Primeiro por uma questão ideológica, tendo o Estado como aquele que assegura e mantém as desigualdades, essa parcela da população que citei é completamente excluída daquilo que entendemos por "condições dignas de existência". Bom, mas discordo de você a partir do momento que diz que é só papel do Estado, como se o problema não fosse tão nosso quanto dele, o problema diz respeito aos artistas, diz respeito às gravadoras e sobretudo a nós enquanto sociedade civil. Acho que o primeiro passo é reconhecer que a questão existe, o segundo é buscar alternativas além do âmbito estatal justamente por entender que não só ele é responsável por esta situação, falo isso porque as pessoas não vivem só de comida, as pessoas vivem também de sonhos, de descobertas, de experiências que só o contato com o mundo da arte pode possibilitar.

Portanto, é uma questão que envolve uma discussão ampla. Os artistas devem ganhar dinheiro com suas obras, mas tem que haver bom senso, a verdade é que acabamos por naturalizar certas posturas, achamos que é normal um cara ganhar milhões, e frequentemente ouvimos alguém reiterar "Ah, ele merece, conseguiu com o suor dele e muito trabalho" o problema é que tem gente que soa bastante e trabalha por demais e não consegue nem 2 reais por dia, e tendo isso em vista vc começa a questionar por que tem pessoas que ganham tanto. Tanto dinheiro é fruto de uma exploração, se vc ganha demais numa empresa é porque vc está tomando para si o excedente produzido pelo trabalho dos seus empregados, é uma situação visivelmente desigual. Trazendo isso para a nossa discussão, também na indústria fonográfica assim como qualquer outra industria há exploração, e onde quero chegar com isso, quero dizer que merecer ganhar dinheiro é merecer ganhar uma dinheiro justo, em qualquer profissão. A arte carrega com ela uma caracteristica essencial que é justamente a necessidade de difundir-se por toda a parte, cobrar 50 reais num disco não é um preço justo, ao menos não para mim...

Outra questão é um show do Radiohead, quem nos garante que a população ribeirinha não iria apreciar? Só pondo o Radiohead lá. Você acabou por evidenciar na sua fala a principal questão de os esforços não serem voltados para a difusão da arte nestas comunidades, o que vale nesta sociedade é o interesse de mercado, ninguém faz nada que não tenha em vista a busca pelo lucro ou uma uma negociata onde saia bem sucedido, mas de fato estas pessoas não tem dinheiro a oferecer, eles não são nem um possível mercado consumidor. Ninguém leva uma banda do porte do Radiohead pro interior mas se isso fosse passado pros caras, principalmente o Ed que conhece um pouco o Brasil, tenho certeza que fariam um show desse tipo. Mas no fundo continuo achando que vender arte é questionável mas já que não temos como fugir disso, ao menos que não se faça de uma forma tão escancarada, injusta, ao menos que se tenha em vista sempre o livre acesso à informação e cultura como princípio norteador tanto para implementação de políticas publicas nesta área quanto para a "venda" e distribuição da arte.
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Qui Mar 03, 2011 11:13 pm

Ah, mas vc está indo beeeeeeeem mais fundo do q eu fui. Estava me limitando mesmo à questão da arte. Mas entre um pão para quem tem fome ou um cd, o pão, e a FORMA DE OBTER O PAO PELOS PRÓPRIOS MEIOS é beeeeeeeeeem mais urgente. A gente não quer só comida, a gente quer comida diversão e arte, ok. Mas a comida primeiro.
Admiro meeeeeeeeeeeeesmo sua cabeça e preocupação social, mas se a gente for entrar nesse assunto, tipo, desvirtua totalmente o tópico(embora falando de Radiohead tenha ligação profunda com crítica social. Mas o enfoque aqui é o disco, né?)
Bjs
Ps:qntos anos tu tem? Muito consciente, gostei.
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Sex Mar 04, 2011 7:35 am

Acabamos desvirtuando o tópico um pouquinho Embarassed , mas foi por uma boa causa. Foi bem legal vc ter levantado esse mini debate, que por mim n terminaria mas como este espaço aqui é para falar do álbum, já não caberia seguir mesmo, vc está certa. Ah foi bem legal, pena que durou pouco Sad ...saushuahse
Mas considero esta questão importantíssima, bem lembrada esta letra do Titãs. Ah, obrigada Lina, acredito que vc também tenha bastante interesse por esta causa, e agradeço a vc e ao Dance(?) por terem dado oportunidade através das suas falas de prosseguir com a discussão.
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Sab Mar 05, 2011 1:39 am

Caindo de para quedas, concordo com as duas, comida primeiro.
O capitalismo trouxe a enfase do verbo "ter" , não é? Acho ainda mais complexo do que vc coloca Thami, esse nosso governo paternalista dá acesso a população mais carente, e esta, ignora muitas vezes, aqui em SP há acesso a vários eventos de arte, sinfônicas, filarmônicas, mostras de cinema, teatro , tudo gratuito e muitas vezes, falta público. Então, acho muito entre aspas esse "acesso". Um ribeirinho pode ter sim 1 real pra ir numa lan house baixar um CD "de gratis", mas não vai baixar RH, tenho impressão, e hoje a coisa é bem mais democrática do que já foi, tocava-se nas rádios só os sons patrocinados por grandes selos ou com muito "jabá". Eu acho que 50 reais é um preço que pode ser caro, mas se paga isso em bonés "de marca" por aí, enfim o que quero dizer é que, nem sempre tendo opção os mais carentes vão optar por arte, e estes, quando tem essa opção, chegam sim até a arte, baixa de graça.
O que acho complicadíssimo nessa história, é a pessoa querer ser proprietária, sem ter pago ao menos pela "posse", ou o imposto predial, rsrsrsrs, né Thami?!
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Sab Mar 05, 2011 7:27 am

É complicado Ruth (porém entendo e tb concordo com o teu ponto) pq o povo não é incentivado a buscar a arte, mesmo que essa seja de graça.

Pra mim, há um soterramento de artificialidades que deixa parte da população "educada" para outras formas de lazer, seja ele musicais/artisticos diversos.

A própria rádio por exemplo, incentiva isso, passa-se a sensação de um "hit" a cada hora, uma parcela acredita que aquilo ali é o máximo de arte que ele deve receber e cria-se uma cultura "pop" baseada na pobreza idéias e conteúdo.

Parte desse população, se vivem nas ruas, precisam sobreviver, é viver um dia de cada vez, o acesso a arte será possível mas ironicamente distante. Se tem pelo menos um casinha (tem dinheiro pra ter TV) e aí é condicionada as novelas da Globo e sua pauta alienadora entre outras emissoras.

Será tudo desculpa pra não dialogar com a arte?

NÃO E SIM.

Não, pq isso parte de cada um, há vários casos de pessoas que nasceram um lugares humildes e tiveram acesso a arte, se tornaram artistas tb e há casos de gente endinheirada que está pouco se lixando pra arte, quer mais é sair no bloco e pegar o carro porre e matar inocentes.

E sim, pq o condicionamento midiatico, as politicas públicas são alienadores por natureza, por mais que vc diga que o governo cria o acesso, mais o governo não faz uma campanha efetiva, não quebra essa inercia, indo até a população e a incentivando ir ao teatro ou no cinema, e quando incentiva, o conteúdo proposto também é alienador. Pão&circo e cinema americano.

Não gosto de defender o governo (não que vc esteja fazendo ruth) oq ele faz pra mim não é mais que uma obrigação, mas ele precisa deixar a artificialidade de lado, a visão do dinheiro de lado, o oportunismo do poder de lado, e levar educação de qualidade pra essas pessoas, não adianta levar um radiohead pra quem ouve na radio o dia todo Ivete sangalo. Não adiante dizer que tem cinema de graça em tal canto se vc so passa lixo americano na tv ou vc vai numa banca pirata e a esmagadora maioria são filmes que pouco dialogam com a arte. O povo é incentivado sim, a não pensar.
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Sab Mar 05, 2011 7:34 am

Oi, Ruth...então, vou pegar alguns pontos do que você falou que achei importantíssimos
Primeiro a questão do governo oferecer esse acesso à arte, sim, mas aí neste ponto eu a Lina concordamos e achamos que essa "comunicação" do governo com as comunidades carentes não é tão eficaz quanto parece, isso se tratando de comunidades urbanas, dos grandes centros, porque no final das contas é onde se localizam os museus, os cinemas, as exposições, enfim.Na verdade não é só dizer que há uma exposição de Rodin, é colocar algo que o faça sair da sua casa, num dia que ele está de folga de um trabalho massante/cansativo(lembrei de let down), para pegar um coletivo lotado e trânsito para ver Rodin, mas quem é Rodin, qual a importância dele, será que ele aprendeu isso no colégio? Políticas públicas não bastam existir tem que haver uma rede que pense como é de fato as pessoas que moram em comunidades carentes, bairros longe do centro, o governos negligencia tudo o que falei aí acima e divulga " Exposição no museu tal, artista Rodin" sendo bem genérica mesmo. Quem vai? Quem sabe quem é Rodin? Quem enfrenta o trânsito de São Paulo de ônibus para ver Rodin, e quem não tem o dinheiro pro ônibus, vai a pé? Perceba que fazer uma exposição "gratuita" é por demais fácil, atingir o publico é extremamente dificil porque o governo não pensa em peculiaridades ele apenas faz porque se for cobrado (como nós o cobramos agora) ele vai dizer exatamente o que vc disse Ruth, "Temos diversas exposições, mostras de cinema, teatro, mas falta publico".

Segundo ponto é o ribeirinho ter um real para ir numa lan house, primeiro, ele sabe utilizar o computador?O pior, ele já viu um? Segundo, o dinheiro que tem suado e sofrido será canalizado para arte? supondo que esse dinheiro venha de um excedente, que de alguma forma ele tenha conseguido no mês prover sua subsistência e da sua família e que sobre algum dinheiro, bom, esse dinheiro vai ser canalizado para comprar, quem sabe, um sapato pro menino mais velho ir pro colégio. Perceba o que é essencial para nós é luxo para eles.
Terceiro ponto estamos lidando com comunidades com caracteristicas extremamente peculiares, e dentro de uma mesma cultura ainda assim conseguem manter identidades diferentes, posicionamentos diferentes gerenciamento de gastos que vão atender às necessidades primeiras, temos que pensar não mais com nossas cabeças ou como achamos que deveriam ser gastos de tal forma o dinheiro porque o que entendemos por necessidades básicas é por vezes ou quase sempre contrário ao que eles entendem.

Eles não vão baixar Radiohead, porque não sabem o que é Radiohead, vão estranhar o nome, como qualquer outra pessoa que pega algo novo e diz "WTF?" mas se aprende, sobretudo, se treina os ouvidos para apreciar a boa música... poderia ser um projeto do Governo para a juventude nessas comunidades(sonhando).
Em relação ao preço do Cd, acho caro mesmo, a compra de bonés de marca são indução da mídia, novelas globais, leia-se malhação, é uma lavagem cerebral, é tão absurdo quanto fazer com que um pessoa que não tenha dinheiro se consumam se depreciem, ou até roubem para manter um padrão de consumo de marcas que não podem comprar mas que teriam tanto direito de ter quanto o menininho burguês da novelas das 7...eu concordo com vc de que é uma realidade assim como o consumo de tvs plasma(eletronicos), mas há uma forte ideologia que pressiona este individuo a consumir esses produtos e não a arte, isso ainda falando das comunidades urbanas, Ruth. Mas eu me referia principalmente às comunidades que sofrem com a seca, de agricultores familiares, de comunidades ribeirinhas, são pessoas que muitas vezes não viram um computador e que a chegada recente de energia elétrica nessas comunidade foi capaz de alterar para sempre a dinamica da comunidade, tem estudos que revelam(para quem quiser procurar) que o uso da televisão nessas comunidades roubou para si o tempo dos diálogos, as pessoas antes conversavam bastante, resolviam seus problemas mas o televisor causou uma ruptura nesta "normalidade", desestabilizou...ROUBOU o tempo dos diálogos, imagine o que é isso, imagine como isso afeta extremamente a forma como essas pessoas se dispunham numa roda de conversa, para decidir ou simplesmente para socializar, se distrair.

Quanto ao ser proprietária por algo que não é seu, bom, estamos falando de propriedade intelectual ''O que acho complicadíssimo nessa história, é a pessoa querer ser proprietária, sem ter pago ao menos pela "posse" e para mim não há problema nenhum em se usufruir sem pagar, ser proprietário do que é dos outros é outra coisa, é uma questão de direitos autorais onde está assegurado àquele que compôs ou escreveu sua obra a sua autoria, ninguém pode querer usurpar esse direito para si, mas compartilhar, ouvir, trocar, sem entrar na questão da venda(pirataria) é algo que sim, defendo, acho que deve existir, que contribui para a distribuição da arte embora não de forma eficaz que foi o que falei no outro post.

A galera que ler, desculpem-me o tamanho do texto.
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Sab Mar 05, 2011 7:37 am

Putz, Leno, falamos as mesmas coisas...ashuhushuhue
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Sab Mar 05, 2011 10:32 am

imagino a thami discutindo num bar

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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Dom Mar 06, 2011 1:54 am

Bom Thami, eu concordo com o que vc disse, em grande parte, o problema é que isso só virou questão agora com o advindo da internet e as pessoas "podem" baixar de graça, não? Como era quando o disco era caro, já era, a mesma carência talvez pior, e os mesmos poucos podiam comprar? O problema é que o acesso fácil, algumas pessoas se acharam cheias de "direitos" e os veículos de ouvir de graça ainda estão aí, na internet mesmo, tem myspace, trama, last fm, vários sites onde se pode ouvir os sons, então, qual a polêmica?

O que mais vejo são pessoas que podem e pagam 50 reais num rodizio de carne, achar a msm grana pelo CD caro, desculpa, mas isso é o que é, muitas vezes. O dono do rodízio tem direito de vender, o da música não? Então, a carne que é comida não deveria ser distribuida de graça? Bem complicada mesmo essa questão.

O exemplo do ribeirinho não foi meu, o ribeirinho vai pescar, em geral não ouve nem rádio, foi só um exemplo, ele não vai ter acesso como nunca teve, talvez nem queira.


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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Dom Mar 06, 2011 11:20 am

Ruth, eu entendo seu ponto de vista, sei o ponto principal onde divergimos, e onde muitas pessoas vão divergir de mim. Este ponto é o valor que é pago pela arte, vc acha que 50 reais não é um preço caro, mas é, e quando vc diz que pessoas dão 50 reais num rodizio, vc está se referindo à classe média, evidentemente. Me refiro a quem não tem dinheiro nem para comprar comida, porque acho que a arte é essencial, o livre acesso a informação também porque contribuem, ou melhor, são pressupostos para a construção de um Estado democrático.
Bom, se não há o acesso à essa arte de forma total, é exatamente isso que criticamos, se o governo diz que há políticas públicas dentro da área urbana, estas políticas não atingem o público-alvo justamente porque não há por parte do governo uma boa comunicação e uma analise completa de quem mora longe dos bairros centrais, que é justamente onde se localizam os museus, cinemas e etc. Por outro lado se o Estado não consegue alcançar dentro da própria área urbana aqueles que necessitam ter o acesso a arte, nas comunidades ribeirinhas e as demais que citei não há qualquer preocupação por parte dele, não há políticas publicas, não tenho conhecimento de nenhuma, e se houver é evidente que não é eficaz.

O problema está justamente em: mesmo existindo a internet, mesmo tendo sites de compartilhamento, ou os que vc citou nos quais pode-se ouvir música, ainda assim isso não possibilitou o livre acesso. Daí o Danceyoufucker trouxe um argumento importantissimo de carater ideológico "O que vemos é um descaso do governo em que o povo tenha uma certa cultura, que o ensino seja de qualidade, que as artes, que colaboram tanto para o desenvolvimento da pessoa como indivíduo pensante"...aí está o grande problema que se transformou a arte nos dias de hoje, mero produto, onde quem não tem dinheiro não irá consumir, mas sabemos que a arte não é produto, sabemos que ela deve necessariamente ser de todos e estar em toda parte, e isso suscita justamente a questão de surgirem tantas bandas-lixos, chegamos ao apodrecimento desta questão, já que as pessoas que querem vender seus cds, suas compilações vão buscar uma fórmula, um padrão que a indústria fonográfica vai dizer "Desta forma, vende! De outra não"...
E quando vemos bandas com consciência do seu papel na música como o Radiohead percebemos o risco em que caíram ao lançarem o TKOL, em menos de 24 horas de lançado já havia pessoas dizendo que era a pior obra do radiohead desde Pablo Honey..Qual o segredo para se fazer um álbum que venda e agrade a todos? Bom, não é com isso que o radiohead está preocupado, a questão deles é justamente estreitada com a problemática interna de cada um, naquilo que acreditam exprimir ao máximo do que são, do que é o mundo e sobretudo do que é a arte. Portanto, sei que as pessoas precisam receber pelo que produzem, mas o termo receber e produzir são tão pequenos perto do maior interesse da arte, como foi em outros tempos chocar, causar espanto, arrancar lágrimas, tirar o sono...não consigo conceber que tenha pessoas que apenas sobrevivam sem nunca ter lido Dostoiévski, sem nunca ter visto um Matisse, ouvido um Ok-Computer..

Não concebo como grande parte de nós sobrevive e todos os seus esforços são exatamente para não morrer e não para viver. Por isso, pode parecer radical a minha fala, neo-Marxista, seja lá o que alguma pessoa queira enquadrar, mas nada faz sentido sem essa vivencia, sem a experiencia com aquilo que te faz pensar, que te desafia, que de dá um soco no estômago, enfim...todos precisam sentir, não é pedir demais, não é querer demais, é um direito universal.


Última edição por thami em Dom Mar 06, 2011 11:23 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Dom Mar 06, 2011 11:22 am

Mat escreveu:
imagino a thami discutindo num bar

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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Seg Mar 07, 2011 1:36 am

malz aí interromper as conversas, mas já viram isso?


aí sim, heim. haha cool
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Seg Mar 07, 2011 3:28 pm

Li tudo o que vocês escreveram aí, e minha opinião é:

Será que as pessoas de classe baixa estão realmente interessadas na arte?
Se por acaso essas pessoas ganhassem um dinheirinho a mais, vocês acham que elas comprariam um livro, ou um cd? Vocês acham que elas iriam levar seus filhos ao cinema ou ao teatro? Não mesmo...

Como já disseram aí, o que pode ser normal pra gente, é luxo pra eles... Minha mãe mesmo me conta histórias de quando ela era nova... O dinheiro que eles ganhavam, ia pra fazer a feira do mês, pra comprar um pano pra fazer uma roupa na época de natal ou são joão. Ainda existem muitas pessoas que vivem assim..

Vale ressaltar que por mais que o acesso à arte esteja ao alcance de todos, ainda vai ter muita gente que vão ignorar, às vezes por falta de tempo ou interesse mesmo.
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Seg Mar 07, 2011 5:19 pm

"Será que as pessoas de classe baixa estão realmente interessadas na arte? "

Acho que todos, pobres ou ricos podem aprender a apreciar determinada obra de arte. Aprender a apreciar é uma tarefa difícil, independente da posição social. O que acontece é que os mais ricos tem maior acesso não só à informação quanto à arte, se esse acesso não for maior ao menos ele é facilitado, uma pessoa rica pode tranquilamente se deslocar em distancias maiores para ver uma exposição porque possui carro, ou porque pode sair à noite e deixar as crianças com a babá, por exemplo. São questões a se pensar. Por outro lado muitas pessoas tem a consciência de que o conhecimento é uma forma de poder, está disseminado por toda parte, não é propriedade exclusiva de um ou outro, ele está presente microfisicamente nas relações, seja o conhecimento comum, o científico, o religioso.

A nossa sociedade superestimou o conhecimento científico em relação aos demais conhecimentos, acabou por criar uma forma de dominação daqueles que o possuem frente a grande parcela da população sem educação, analfabetos funcionais, enfim. Por isso o Estado, a mídia, a igreja, atuam dentro do pensamento das pessoas, criando "gostos", aquilo que deve ser bom para determinada classe e para outra não (a cultura para as massas) justamente para freiar essa busca ou aprendizado em se apreciar uma obra, que só pode ser realizada experimentando-a ao longo do tempo. Aí vemos os grandes clichês de que um pobre não leria Saramago, e outras tolices. Dizer que uma pessoa pobre não irá comprar uma compilação de Bach é avaliar o porque disso não acontecer, justamente porque o que se quer não é que o senso crítico dela seja aflorado e sim que se atrofie, ouvindo Claudia Leite (exemplo tosco).

Senso crítico é algo que se constrói com leituras, com experiências..todos temos em maior ou menor grau, mas o que faz com que as pessoas mais pobres tenham em menor grau, aparentemente, é o impedimento em se vivenciar, em ler, em ouvir, por fatores que são alheios a ela: um trabalho alienante, marido que chega em casa bêbado, contas e mais contas, muitos filhos em certos casos...Enfim, são fatores impostos pelo capitalismo. Há quem tenha oportunidade de ler, mas quem não tem vai perdendo cada vez mais a vontade e é exatamente isso que se quer, que eles se dêem por vencidos, que vivam sempre lavando banheiros, guardando carros. A culpa em nenhum momento é deles, não é preguiça(tem gente que rala bastante), é que o contato com a arte é dificultado demais. A minha questão é exatamente essa, para construção desse senso crítico é preciso que este contato seja facilitado, leis de incentivo a cultura existem mas as politicas publicas não dialogam com essas comunidades, não enxergam suas peculiaridades, ou seja, meia dúzia de técnicos que nunca foram no morro criam politicas sem em nenhum momento se reportarem ao público alvo porque não sabem pensar aquela realidade, porque não vivem nem vão pesquisar a comunidade de perto. Larissa, me desculpa o tamanho do meu texto..aushsu..eu sou muito prolixa, mas enfim, muito bom ver você que só tem 14 anos discutindo aqui também... muito legal sua intervenção.
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Seg Mar 07, 2011 7:25 pm

Imagina, Thami... Sempre leio seus textos, mesmo que gigantes, rs.

Eu entendo o ponto de vista de vocês, não tô defendendo o governo nem nada do tipo, só que acho que o governo já faz a parte dele, ou pelo menos tenta... Um bom exemplo são as bibliotecas públicas.. aqui na minha cidade tem uma, muito completa por sinal, mas é pouco frequentada. Acho que não tem desculpa pra quem diz que não vai, porque minha cidade é pequena demais, tem menos de 25 mil habitantes, tudo é perto de tudo, e ninguém se interessa em pelo menos passar lá pra levar um livro e ler quando der vontade...
Depois todos da minha cidade reclamam que ninguém lê, que ninguém se interessa pela leitura e que isso é culpa do governo. É com isso que eu me revolto, o governo instalou uma biblioteca com muuuitos livros interessantes, pra qualquer um chegar lá e ler, mas falta interesse nas pessoas...

Só que aí vem a questão: Existem lugares que não há nem uma biblioteca, nem nenhum ponto de arte... Ok, aí entra o papel do governo de criar. Só que se nós nos colocarmos no lugar deles, dá pra ter uma noção, pois a quantidade de pessoas pobres no Brasil é menor. Existem muitos, mas eu acho que a maioria é classe média... E outra coisa: As pessoas mais carentes estão divididas por todo canto. Fica difícil de levar a arte até eles, não que isso seja impossível, mas é realmente difícil. É preciso haver interesse da parte do governo, mas também é preciso interesse da parte da população.



Me desculpem pelos meus exemplos "pessoais", rs

Obrigado, Thami! Sou novinha, mas tenho a cabeça meio alienada já... rs


Última edição por larissa-inrainbows em Seg Mar 07, 2011 7:28 pm, editado 1 vez(es)
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Re.
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Seg Mar 07, 2011 7:27 pm

Olha,realmente a arte tem dificil acesso para pessoas de classe baixa,e isso acaba criando um conceito para ela de que "se todo mundo ouve,então é bom,eu vou ouvir também",isso que gera bandas modinhas e etc,e normalmente as pessoas que ouvem isso são pessoas de classe baixa,que ouvem uma música pelos outros,e não porque apreciam,se essa pessoa conseguir no minimo R$1,00 para ir em uma Lan House,e ficar procurando sobre arte,sim,ajudaria,procurar músicas,teatros,quadros e etc,e realmente,lendo comentarios e etc,ela desenvolveria um senso critico,mas normalmente essas pessoas não se importam,só se importam com o que é "legal",e eu acho que para apurar o senso critico das pessoas,o ensino artistico público deveria se muito,mas muito mais puxado mesmo,porque na minha escola por exemplo,a minha professora,ao invez de nos fazer pensar e refletir,ela fala só o que o artista pensou em fazer em tal obra e pronto,é aquilo,tem de ser aquilo e você não pode contestar,ou seja,eles te forçam a pensar que aquilo que eles acham é o correto,se você não acha isso,está errado,e pra terem ideia do absurdo,minha professora não nos faz pensar nas respostas das perguntas do Caderno do Aluno,ela passa a resposta dela,e então não podemos colocar o que pensamos,e sim o que ELA pensa,isso não nos faz desenvolver o senso critico,e sim,perde-lo.
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Ter Mar 08, 2011 9:41 am

Então vocês dois, Larissa e Renato, trouxeram dois exemplos muito bons, o de Larissa é que o governo faz sua parte construindo bibliotecas na cidade dela, mas por exemplo, aqui também tem grandes bibliotecas que são frequentadas por muitas pessoas, de todas as classes(não tenho bem como avaliar isso), pois bem. Mas daí vem o REnato e nos traz também um exemplo real, que todos conhecemos, mas que podemos unir ao teu exemplo, Larissa. SE pensarmos que essas situações funcionam interligadas, como um complexo onde uma coisa em maior ou menor grau contribui para a construção ou degradação da outra. Uma das questões é o ensino público, Renato com toda razão falou o que passa no colégio dele, o que passei também, os professores não criavam debates, não despertavam nos alunos o senso critico ou gosto pela leitura, eram apenas questões massantes, milhares delas para desmotivar os alunos a escreverem e também bastante repressão. Para vocês terem ideia eu tive que escrever no meu caderno milhares de vezes "devo trazer a lição de casa" e me recusei, daí os meus pais foram chamados para irem à escola pq simplesmente eu não quis copiar e fazer parte do método arcaico de repressão deles, imaginem.

Sim a questão perpassa necessariamente pelo ensino de base por isso não é de se esperar que grande parte desses alunos vá à biblioteca, a midia também tem papel decisivo, a tv rouba o tempo da leitura, é uma forma mais fácil de assimilação de informações, pena q essas informações são desprezíveis, portanto esse jovem em formação está lentamente sendo preparado para não dizer o que pensa, para aceitar aquilo que a vida lhe propõe, para não questionar o seu chefe, é como uma preparação de soldados, a cada etapa vai se construindo o modelo daquilo que seria um "bom" soldado, até o ultimo estágio onde o soldado está familiarizado com todas as exigências do batalhão. No lugar do soldado pensemos o cidadão, ele está sendo preparado para isso, para servir como um ser que faz seu trabalho, que não questiona "Fitter happier, more productive" o manual de um "bom cidadão", que no fundo não passa de um porco dopado numa gaiola que o Thom escreve brilhantemente no fim da música. Quem os dopa? A midia, a igreja, a própria familia(sem perceber, reproduzindo o discurso do Estado). O que quero é que percebam, vcs que são bastante novos, que a questão é ampla demais, que nada deve ser analisado separadamente e que sim, o povo é vítima, e que se muitas vezes isso não é claro para vcs é porque há manipulações veladas, que são difíceis de se perceber, tem que ler e articular o que você lê com o que vê lá fora, nas ruas, nos supermercados, feiras, igrejas, enfim.

Desculpem a falta de pontuação, ou pontuação errada, é que tou sem saco para corrigir o texto e com ressaca
drunken
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Ter Mar 08, 2011 2:40 pm

Thami , entendo a sua questão, é muito relevante sim!
Só acho que é muuuito ampla. Primeiro uma coisa chata e que muitos não vão gostar de ler, o Leno que me corrija se citar errado Beijar o Céu, Simon Reynolds, onde se levanta, é verdade na minha opinião, Radiohead escreve sobre os conflitos psicológicos do cidadão da classe média. Não defender nem acusar, mas a intenção da banda é dialogar não somente o lado social, mas o desânimo angustiado da "classe média". Então, as grandes questões levantadas, apesar de dizer respeito a todo e qualquer indivíduo, não é uma causa que dialogue diretamente com a classe mais desfavorecida. Como já dizia a minha vó "saco vazio não para em pé", então ,duvido que quem tenha que enfrentar busão lotado, ou atravessar rio de canoa, vá ter acesso a Radiohead, sob qualquer circunstância, então Thami, é um patamar de discussão que tem sentido se abordarmos a agressividade da desigualdade social, todas as suas aberrações, o povo "miseravel", não tem mesmo acesso a arte, não sabe apreciar, e deveria, fossem as condições e o conhecimento, de outra forma, fora isso, Radiohead tem um público demarcado, e pra mim, tem 50 reais sim, devido a possibilidade de não se pagar, especialmente esse povo do "tirar vantagem em tudo", não quer pagar, pra mim é diferente, daí inverto, é como dizer ao artísta, sua arte só tem valor seu eu gostar, daí eu digo se vale ou não, isso sim acho uma inversão, qquer galeria , eu chego olho o quadro, senão gostar , não compro, agora nunca que posso dizer ao artista "não vale isso que vc tá cobrando".
Eu tenho exemplo clássico aqui dentro de casa, faz gato e sapato por dinheiro, enfrenta transporte lotado, e paga 50 reais pra entrar numa micareta, agora, essa mesma pessoa vai me dizer "vc pagou 48 num CD, aff que roubo" entende? Micareta em tese, é arte, e mais engraçado, nasceu nas comunidades desfavorecidas, então...acho muito complicado, mesmo!
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Sex Set 30, 2011 9:58 pm

Was that nothing?


Foto do show em NY!


Um "W" formado com flocos de neve?

Coincidentemente Kid A e Amnesiac tiveram 35 semanas entre o lançamento de cada álbum.
Quantos dedos existem no TKOL?





13 de Outubro?

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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Dom Out 02, 2011 4:31 pm

13 de outubro o que? de novo essa história de TKOL2?

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legal, vinil transparente (dá pra olhar através das músicas) smile
e a foto do show é linda
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Sex Jan 11, 2013 12:05 am

O que vocês dizem do disco atualmente? Sou novo por aqui e tava lendo as postagens do pessoal logo quando o disco foi lançado e têm tanto críticas muito positivas como muito negativas. Quase dois anos depois, o que vocês acham?
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Sex Jan 11, 2013 9:47 am

Na verdade, continuo com a mesma visão que tinha na época, é um disco sensível, sublime, não o melhor disco da banda, mas uma obra delicada.

O disco como idéia é poeticamente sensacional, refletindo uma visão quase abstrata de um mundo onde a natureza humana e a natureza da vida se harmonizam intimamente, e nao se confrotem (como é nosso mundo atual).

Há faixas que fazem parte de grandes momentos da discografia, como Separator e Bloom e outras que são lindas canções e letras magníficas como Codex, Give Ghost e Lotus Flowers..

E outra coisa, é um disco de transição e como tal, digno de uma banda que não se deixa vencer com facilitismos melodicos ou poposes fakes e grudentos.
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Sex Jan 11, 2013 6:38 pm

Confesso que não ouvi muito o disco ainda, até porque das vezes que escutei, não me empolgou tanto, então quando vou ouvir Radiohead, preferia ouvir outras coisas.
Mas até que depois de ler algumas coisas eu me senti motivado de novo e resolvi dar mais chances.
ps. to gostando bem mais agora hehe
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Sex Jan 11, 2013 11:26 pm

nossa eu nem dei chance pro TKOL ainda, tambem confesso que quando vou ouvir radiohead vou nas antigas...
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MensagemAssunto: Re: THE KING OF LIMBS   Hoje à(s) 11:24 pm

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