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 Poemas

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Mat
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sab Jan 09, 2010 7:41 pm

Soneto aos enforcados

O violento nó amarrado no pescoço,
branco seu corpo balança ao vento,
e as pernas durinhas, que só tem o osso,
trincam raquíticas ao relento.

Os ombros caídos, tortos, desmontados,
juntos aos braços molengas, que o outono
banha de frio, o pálido enforcado,
enrolado nos adocicados raios de urano,

Morre se tremendo em sustos de espasmos.
Seus dedinhos esticados como varetas,
e o seu nariz aberto, cheio de felpas!!

Todo retorcido ele geme. O pescoço,
já torto, quebra e dilacera a traquéia,
ele balança com a corda ereta.


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Faust Arp
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sab Jan 09, 2010 8:22 pm

Poemaço Mat, estética sombria como é caracteristico dos seus poemas, decadentismo, uma estrutura clássica....e mais me parece um hino a todos aquele que apodrecem em si mesmo, o que normalmente culmina na perda da lucidez ou no simples fatalismo da morte, engraçado como seus poemas sempre tem um toque realista, a realidade que dói de tão chocante mas ao mesmo tempo entrega ao leitor um prato cheio de versos enlouquecedores.
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Dom Jan 10, 2010 2:57 am

Mais um texto pra coleção de ''palavras extremamente sentimentais e intimas de Érika Donin''

''Tudo é calmo, pacífico. De uma hora pra outra, paro de sentir, não sou mais ninguém.
Em algum lugar, lá está minha parte humana, essa que eu fiz questão de matar.
As batidas que antes faziam sentido e me faziam sentir mais viva não significam nada. Meu dedo sente o pulso, mas meu coração parou.
Já tenho olhos abertos para a realidade, não vivo mais uma mentira pra me sentir menos sozinha.
Tudo isso por causa de palavras, palavras que ficam na mente. Elas vivem me dizendo a verdade, mas eu sempre as lia da maneira errada.
Finalmente eu parei de ser quem eu (não) era. Eu abri meus olhos, a verdade era tão clara que eu chorei, a luz me cegou.''
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Dom Jan 10, 2010 3:28 am

Só tenho uma coisa pra dizer meus queridos amigos
hoje a noite, como nao tinha nada pra fazer, peguei um pacote de A4, uma canetinha preta e fui na primeira pagina deste topico, selecionando os poemas que mais gostei, colei todos na parede e em parte do meu armario. Tenho as palavras do Leno, da Thami, do Mat e de mais alguns de quem aqui de vez em vez em meu cotidiano Wink
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Dom Jan 10, 2010 9:48 am

Gostei do soneto aos enforcados...
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Dom Jan 10, 2010 1:56 pm

Primeiro Eri fiquei muito feliz por saber que você pegou nossos poemas e os colocou na parede do seu quarto, me emocionei mesmo, obrigada pelo carinho amiga.
Agora vou comentar seu poema, já leu o Mito da caverna de Platão? Seu poema me remete muito a ele, principalmente o processo de percepção da realidade, se não leu vale a pena ler, você vai gostar....Seus poemas estão evoluindo, continua escrevendo e postando.
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Seg Jan 11, 2010 8:46 am

O primeiro verso do poema da Érika resume bem como sou...nesses ultimos tempos principalmente. Não é só lindo e nem é pra ser...é...dilacerador.

O poema do Mat, pra variar tem uma estética impecável, Mat é elegante mesmo quando quer soar "despreocupadamente" chocante.

Érika, quando a Thami me disse, eu abri um grande sorisso. A Razão da minha escrita é justamente se comunicar com a outra pessoa, escrever poemas pra mim mesmo não tem sentido. E saber q tens alguns versos aí contigo...É ganhar mais um folego pra continuar escrevendo...


Última edição por 02:43 em Seg Jan 11, 2010 11:31 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Seg Jan 11, 2010 8:48 am

POESIA PERMANENTE











rasgo o infinito com mãos oníricas.
destroço de empalidecido que permanece na sombra,
meu sonho é a tradução perfeita de mim mesmo,
quero poluir minha mente com poesia,
quero como uma criança ri magicamente
encontrar pequenas embarcações debaixo da cama,
pequenos sonhos dentro de garrafas afogadas,
o infinito para mim agora é uma pagina em branco,
escrevo e salivo sobre ela,
escrevo na verdade e salivo sobre mim mesmo.
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Seg Jan 11, 2010 1:57 pm

O ESPECTRO TEMPO

Prendo o tempo nas mãos
e saío procurando a saída.
Nenhum gesto comporta o irreparável.
Todos os fragmentos das memórias anteriores ao futuro arrastam-se
como um trem cansado que geme a margem do precipício.
Já vejo o túnel...
Praparo-me para prender a respiração no fundo dos olhos, último lugar invulnerável...
Não ouço mais ruídos nem as cólicas de angustias me atraem,
Rendo-me ao esparso vácuo elementar.
Período curto,
Onde as surpresas revelam-se caixas vazias com laços eleatorios.
Nenhum destino trilhado passa por minhas asas.
Não há duvidas que fiz o tempo refém
mas as lágrimas nos ensoparam com delicadas palavras de socorro...
mergulhamos na anti-materia da ausência,
peixes em forma de versos antigos, fazendo lembrar de anti- ânsias pelo concreto,
Cintilantes pedaços de sorrisos rimam com tristezas formando duetos
atrofiados nos cabelos dos versos...
No fundo somos
as caldas da melodias que flutua em orbitas lunares
onde descansamos em desespero.
Já não vejo o tempo.
O lençol delirante da borda do pesadelo,
tremula como uma bandeira dissonante
em acordos de boca com meu espírito inconsciente,
a dormência leve e gelada passeando pelos vulcões da tristeza
que resolvem jogar para fora a fúria que reside na tez das galáxias.
Aceito ser levado e miro alguma estrela
aceito o mar de cabeça para baixo
já que sou as chuvas escuras das tardes paradas.


Deus pergunta
-onde ele está?
Respondo...
-deitando nos seus calcanhares para não incomodar
com meu drama findo e obliquo
-eis aqui o poeta – esbraveja!
-Não sou mais eu nem ninguém.


Desde mim até a mais minusculamente partícula existente te procurava...


O tempo larga minha mão e segue...
o temporal cinza das vagas horas petrificadas toca como se sino fosse
Meu coração fabricado num crepúsculo irradiante
e incerto levanta...
Para voltar a ser a pulsação renascida de si mesmo.








11-01-10
João Leno Lima


Última edição por 02:43 em Seg Jan 11, 2010 10:31 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Seg Jan 11, 2010 5:06 pm

Smile 


Última edição por Mat em Seg Mar 10, 2014 1:36 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Seg Jan 11, 2010 9:12 pm

Vou comentar os poemas do Leno

"Poesia permanente" nos mostra como o poeta é a própria poesia e não sabemos quem vive em função do outro, não sabemos se escrevemos o poema ou ele nos escreve.

"Espectro tempo" é um poema tão belo, que chega a doer em sua trajetória de versos tristes, amargos, sofridos, a dor é elemento principal que o tempo carrega como sombra do próprio poeta.
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Seg Jan 11, 2010 9:21 pm

Vou aproveitar e deixar um que consegui fazer em grande parte no onibus, agora a pouco, enquanto voltava pra casa....






Órion


Se ainda não puder tocar, você sente?
Ah! Como estrelas que distantes cintilam brilho imenso, já as viu de olhos fechados?
Magnificência translucida, se agregam ao luar ascendente
E seu despontar no céu é mítico-sereno...
Sinto a sua inconstância, a luz carregada pelo vento, ou por tantas outras formas de se deixar levar
Sinto o seu encanto, ao me transportar para sua atmosfera , ou ao me entregar à noite de braços abertos
Não há como não amar, não há como não sofrer, ao vê-la apagar-se no espaço seco
Não há como cessar as lágrimas que caem ao ver rasgar no céu seu desespero
Se vão tão cedo...
Não há como não cantar teu nome nos meus versos
E ao dizer adeus, desferem flechas perfurando o meu peito.
Como uma poesia de brilho tão intenso que se encerra quando desapareces no universo.



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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qua Jan 13, 2010 9:01 am

Q canto!!!! que vislubramento onírico!

Um poema das estrelas sob a lucidez da poeta. Um canto de fascinação e melancolia que envolve nossos sentidos, não há como olhar para elas do mesmo jeito depois de versos assim...
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qui Jan 14, 2010 11:58 pm

..........


Minha alma desfigurou-se, pergunto se poderia revivê-la
Entre milhares de almas perdidas.
Na rua, sem pertences, já não pertenço a ninguém nem a mim mesma, eu ando
Clamaria para o tempo reviver em seus momentos mais bondosos
o cheiro de lavanda que usavas
Quando me recolhia na escada, me trazia um sorriso e me guardava como um manto protetor
Vó, recolhe minha alma e a Põe no teu colo, conta a ela as histórias de piratas
Devolve o crepúsculo da pureza, estou aqui na sacada, entrando em desespero
Não me orgulho de nada, na verdade eu só queria voltar a correr na sua casa
Abraçar o meu irmão, e dormir no chão de tão cansada..
Se me escutas, guarda minha alma....brinca de boneca como um dia já brincou
Troca suas fraldas como um dia já trocou..
Chama-a de minha menina como um dia já chamou
Me abriga no teu peito, seja lá onde estejas, deixa minha cabeça no teu ombro debruçar.



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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sab Jan 16, 2010 3:45 pm

Poxa thami, lindo isso!

Quando li senti umas coisas que não sentia faz tempo, coisas perdidas a muuito³ tempo Very Happy
lindo lindo Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sab Jan 16, 2010 11:45 pm

Erih fico muito feliz que o poema tenha te trazido lembranças de coisas que ficaram no passado, na verdade, achei versos bem simples...estava vasculhando o guarda roupa e de repente me lembrei da minha avó, procurava um livro que tinha q devolver, coisas que tenho para fazer, responsabilidade e compromissos, aí eu lembrei o quanto as coisas são simples quando somos crianças, nos contentamos com tão pouco, e o mundo se resume aquele universo que acaba sendo um grande universo pra pessoas que ainda não o compreende, talvez quando estamos em dificuldades nos voltamos para o passado pra tentarmos entender quem somos, porque passamos por certas coisas, e o quanto tivemos pessoas importantes em nossas vidas....minha avó foi uma delas, um anjo verdadeiramente.
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Jan 19, 2010 3:47 pm

Fairy lights



Acorde e se sinta novo, apenas por um segundo
Seria como àquela hora da manha antes do mundo desabar
Antes de tudo acabar, desmoronar
Seria como àquela hora da noite em que tudo está bem
Mas nunca ficará

Talvez alguma hora irá ceder espaço a um momento
Para podermos, enfim, celebrar o que está quebrado
Consertar o irreparável e manusear o que está ao nosso alcance
Talvez algum dia tudo irá melhorar
Talvez, talvez, talvez...

-ÉrikaDonin
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Jan 19, 2010 6:27 pm

"Talvez algum dia tudo irá melhorar
Talvez, talvez, talvez..."

Parece q posso ouvir a música que embala esses dilacerantes e sublimes versos...

Me senti dentro dele, acordando como sempre faço, pra saber como está os céu e pensando, como foi fazer para não desmoronar hj;.;

Já é meu Poema de cabeceira da Erika...
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Jan 19, 2010 7:53 pm

Erih faço minha as palavras do Leno, passou perfeitamente a incerteza de um momento, a angustia e a sede em buscar renovação....perfeito!
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qua Jan 20, 2010 6:02 pm



Quadro negro


Os lampejos tardaram ou esqueceram de iluminar o céu naquele momento
Ignorada, a flor permanece plantada à frente da desconstrução
E os homens que passam põem as mãos entre os braços
Diriam que caçam um abrigo, diriam que dói ver sua marcha sem direção

Marcham, enquanto assisto sentado ao seu sofrimento
Marcham, enquanto caem por terra mais lama, mais almas
descansam à margem da margem que sempre foram
Por hoje já vimos demais paisagens

Desejas um gole de água ou uma máquina que volte no tempo
deseja ser a rosa plantada à beira do desastre
ter sua firmeza chocante, e a destreza de sugar da terra seu suprimento
Mas o que tens?
Tens sua moléstia nesta noite sem brilho
Tens as lágrimas das estrelas e as preces lunares
Tens a beleza figurada no olhar que lanças ao horizonte
quando procuras desesperadamente o colo dos Anjos.



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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qua Jan 20, 2010 6:21 pm

p.s.: O Título e o quadro são do pintor Kazimir Maliévtch, peguei emprestado... yhumbsup
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qui Jan 21, 2010 12:00 am

Como tu me disse, esse poema sobre esperança é maravilhoso.

''Marcham, enquanto assisto sentado ao seu sofrimento
Marcham, enquanto caem por terra mais lama, mais almas
descansam à margem da margem que sempre foram
Por hoje já vimos demais paisagens''

Aqui vejo algo como: marcham os que não tem esperança, tudo que era conhecido caiu , desmoronou e essas novas paisagens ficam tão evidentes, que chega a doer olhar como tudo mudou pra pior '-'

lindo lindo
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Jan 22, 2010 12:22 pm

Quadro negro mostra (pra mim) que os ultimos poemas que a Thami colocou uma maturidade absurda.
Poemas densos, reflexões existenciais sem cair nas armadillhas de versos morais ou suicidas mas sim com firmeza de versos pulsantes prontos para serem engolidos e misturados em nossas percepções.
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Jan 22, 2010 4:47 pm

Casuísmo



Sentado à beira da calçada, fita de longe seu algoz
Ele trazia-lhe comida.
Essa intempestiva sensação de descolamento do corpo
Absorto em sentimento vil, já não sentiu como se estivesse solto
E assim andou bem tonto, mas não pensava em recuar

Eles vão te roubar até o último pulso
Teu coração cansado vai parando ao poucos
E de tristezas certamente morto
Se encontra nesta ausência de pensar
Ao pensar morreram muitos, e ao tentar mudar o curso
A consciência o pergunta: Pra quer mudar? O sonho é curto!
E o pesadelo reverbera em notas de Constância infinda...
Ele Trouxe-lhe comida
para as carnes ensopadas na panela
E a beleza já não é bela, cansei-me de olhar.

Causou ao céu o teu repúdio, causou à voz o teu murmúrio
Não pertences mais. Meu Deus, não pertences mais!
Como tudo aconteceu? Como foi assim jogado ao destempero
À caridade de quem ao olhar sentia medo, a quem quis cuspir com desprezo
A quem seus filhos, viu matar.

Ao presente instante, fita seu algoz
Ele Trouxe-lhe comida.
Provou o servo do gosto. A vida que não possuía mais
Prostrado na calçada; caiu-se em gargalhadas
Puxou de dentro a massa envenenada, largou ao chão o prato azedo
Olhou para as casas, sem ter pena de nada...
Morreu sem ter apego.



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MensagemAssunto: Re: Poemas   Dom Jan 24, 2010 1:38 am

Esperança


Despida da simplicidade, acompanho tudo de perto. Lá estou eu controlando tudo nos vidros, guardando o caos na caixa, segurando o mundo pra não cair.
Na verdade, era tudo belo, no que era para ser um sonho. Tudo claro, otimista. Até feliz, de certo ponto de vista.
O meu campo de batalha não era o mesmo, tudo havia mudado. Tão lindas as flores!
Nada acaba tão cedo, nada me mata. Do futuro que sempre ouço falar, vem o meu sonho. Espero que seja real...


-Érih
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Hoje à(s) 8:41 pm

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