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 Poemas

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Mat
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Ago 11, 2009 11:29 pm




Última edição por Mat em Seg Mar 10, 2014 12:55 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qua Ago 12, 2009 1:23 pm

Gostei Mat!!!
triste mesmo
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qua Ago 12, 2009 1:56 pm

Mat, tua poesia é como rio atravessando nosso interior com naturalidade...

"Um poema triste é um punhal..."

entao...




SANGRANDO


Por alguma razão a chuva que despenca lá fora
Afoga minha alma aqui dentro,
Ela engole a tarde desaguando dentro de mim
Para eu conceber a noite,
O meu silencio é tão entrecortante que
Perfura a chuva acida de sensações frias
Deixando um rastro de sangue de sonhos
Pelos pátios e calçadas do destino,
A solidão é mais crua do que o corpo tremulando
Numa nuvem escura,
Quando cai a noite, eu caio com ela abraçado
Como os amantes insanos do inalcançável,
Começo a ri das circunstâncias
E abraço-me pela falta de alguém para abraçar
E nisso nasce o sussurro,
Por alguma razão meu coração sente frio
Por isso enrosca-se na pagina em branco
Nascendo poemas inconsoláveis,
Teus pulmões ainda resistem a nebulosidade
De todas as sensações do mundo?
Posso eu com asas profundas
Ser teu guia no interior do sonho?
Posso eu como pequeno poeta da metafórica dos sentidos
Ser mais do que um segundo de horizonte para ti?,
Ha sensações que permanecem
Mais que mil palavras vomitadas para te humilhar juntas,
Quando um ultimo impossível é encontrando
É quando nasce um poema no confim,
Eu garimpo meu destino com palavras
Para escavar minha consciência em versos e versos,
Enquanto isso eu corro num corredor silencioso
Para procurar a mim mesmo
E meus amigos bêbados de galáxias poéticas,
Enquanto isso planejamos grandes projetos
Que engolirão mil pequenos universos
Que arrotarão estrelas,
Enquanto isso escrevo letras de musicas
Que se perdem pelos joelhos das horas invisíveis,
Enquanto nas reuniões secretas
Meus irmãos loucos e revolucionários
Discutem a política da eternidade mágica e
Caminhamos para nossas casas com a rosa entre os dentes
E a poesia esquentando nossos peitos enormes
De respirações espectrais,
Por que eu deveria escrever um poema para ti?
Por que tu es meu girassol jamais encontrado
Nas lojas de conveniência do tempo-espaço?
Por que eu deveria acreditar nas tuas palavras mais intimas
Que percorrem longos corredores magníficos e
Chagam a ate mim com densas cavalgadas
Vindas das quatro estações do sentir?
O trovão lá fora anuncia minha alma
Para os quatro cantos do poema
Enquanto ouço a musica inevitável
Do meu imperceptível soluço erudito,
Então a escuridão que vem de fora do destino
Com garras do acaso inesgotável
Assola-me arremessando meu ser
No mais profundo vazio encontrado apenas
Nas altas montanhas do lugar nenhum
Da sua própria consciência de ser,
A luz interior encobre toda a casa de
Envidraçada angustia e cansada fabrica os sonhos
Mais inatingíveis de delirio-utopico-essencial e
Viro o ator feitos dos meus sextos sentidos
Que encontrará as respostas na alma das próprias respostas
Enquanto o mundo o pisoteará com pés
Que pesam todos os universos juntos.
Todos os universos juntos é só uma partícula da minha alma ,
Rasgo a manhã como uma pagina e
A jogo contra a parede-fenda invisível de
Respirações confusas,
Chego cedo ao trabalho para esquecer de mim mesmo,
Mas as nuvens parecem reunidas para me lembrar
De tudo que for alcançável e
Nesse intervalo adormeço pela manhã em
Outro mundo outra calçada outro ônibus
Outro trabalho outra porta outro cadeira outro poema,
Vale a pena me alimentar de pequenos dejetos
Do céu da boca do infinito?
Vale a pena construir embarcações
Para navegar num rio falsamente abstrato da subconsciência?
Vale a pena olhar teus olhos e
Dizer palavras onde na verdade seriam lagrimas?
Vale a pena ficar em silencio enquanto teu grito
Apenas ensurdece a ti mesmo?
Escavo a manhã, o que procuro?
Todos fazem o mesmo sempre pela manhã, encavam-se?
E o que eles acham se por acaso acham,
Tesouros escondidos ou perdidos dentro de si mesmo?
Pequenos versos ha tempos abandonados?

Pequenas caixas de musicas
Que vieram de suas artérias flutuantes?
Pequenas partituras inspiradas no teu frágil soluço?
Toca a musicas das ultimas flores no meu peito
É um fogo transcendente que
Enrosca-se por minha sombra consumindo
Meus olhos esbugalhados de caos interior
E outro poemas e
Isso se transforma em musica que embalará o absoluto.
Não há a melhor maneira de encerrar um poema
Por que ao terminá-lo ele passa ter vida própria
E não es tu que o encerra é a própria vida e
Isso não passa de uma ilha a procura de outra ilha
Para tocar na sua mão e sentir sua pulsação em movimentos
Que sangram a lagrima e afagam a dor.
Por que reinicio esse poema?
Respondo a mim mesmo sempre,
Para continuar a ser o impossível de mim mesmo.

João Leno Lima
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qua Ago 12, 2009 8:41 pm

Ah, valeu leno pelo cometário poético!! Me deixou super feliz nesse dia de profunda tristeza brutal.
wub yhumbsup
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qua Ago 12, 2009 9:04 pm

Mat, aquele seu triste pra caralho ali! affraid
Muito bom, 10/10!
Você tem uma personalidade tão "depressiva" assim ou você só passa essa "depressão" nos papéis?
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qua Ago 12, 2009 9:11 pm

Skanker escreveu:
Mat, aquele seu triste pra caralho ali! affraid
Muito bom, 10/10!
Você tem uma personalidade tão "depressiva" assim ou você só passa essa "depressão" nos papéis?

Não, amigo. Minha vida é mó merda mesmo.
Mas, eu fui o escolhido para por essa cidade no mapa, e eis o preço a ser pago! Eu não posso me encolher e fazer parte do rebanho.
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qua Ago 12, 2009 9:13 pm

Que cidade é essa que você tanto odeia?
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qua Ago 12, 2009 9:15 pm

Skanker escreveu:
Que cidade é essa que você tanto odeia?

É a enfadonha cidade de Alagoinhas no interior da alegre Bahia.
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qua Ago 12, 2009 9:29 pm

Vou procurar depois pelo Google Earth Laughing
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qui Ago 13, 2009 12:08 pm

CHUVA INVERSA



Catapulto-me!

Atravesso os interiores das nuvens
Seus órgãos sublimes
Sua tez embranquecida
Sua lucidez de criança indivisível
Transpasso-me em gemidos
Soluços feitos da contra mão de mim mesmo
Matéria viva que brinca de me abandonar
Pensamento que se enrosca como um felino nas pernas do seu dono essencial
Obsolvo suas ilustrações bem definidas
Seus litorais supremos que enraizam-se em meus poros
Tateio o verso como se rosto fosse
Sinto o calor melindroso dos lábios
Os pequenos corredores que levam aos olhos
As cercas eletrificadas de pálpebras desarticuladas
Sinto-me a artéria tremula
Arrastam-me nesse fosso branco
Nesse átomo andarilho que passe deixando flores ensangüentadas de angustias
Ânsia pelo alvo incerto que leva as dimensões medonhas,
Rodopio como um furacão dançando sobre o mar inenarrável
Trago comigo a sensação turva do passado
A inversão dos pólos da transcendência
Esforço sobre humano de voltar a despencar...
Tempo espaço ou o outro lado disso
Tempo espaço ou a união
Tempo espaço com a colisão
Tempo espaço com a desintegração do impossível.
Minhas mãos tocam a pagina que se rasga
A flutuação não é algo material
A asa da poesia tem seus próprios sentidos.
Somos sentimentais quando queremos ser nós mesmos.
Deixo-me pelos arredores e a alma se encarrega que seguir o percurso.
Não há limites, longos cabelos separam as extremidades,
Vou me debatendo nas gargantas da aurora e finalmente sou cuspido para fora de mim...







João Leno Lima
13-08-09
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qui Ago 13, 2009 12:20 pm

Leno, agora vou pro curso mas vou comentar mais tarde...juro. Tô sem tempo agorinha. abraços. yhumbsup
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qui Ago 13, 2009 7:35 pm

Lindão esse Leno. Primeiro seu que leio com mais facilidade Laughing
Parabéns! yhumbsup
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qui Ago 13, 2009 7:39 pm

Le




Última edição por Mat em Seg Mar 10, 2014 12:59 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Ago 14, 2009 10:39 am

Dramaticamente belo e trágico esse teu poema Mat, os versos finais feriram minha alma como se por um arame farpado ela tivesse passado, o sangue das letras é o mesmo da alma...




HÁ UM ACUMULO DE CHUVAS NA ALMA.




-como pode?
-pode simplesmente
-transpassa-me cada gota
-como pode?
-pode simplesmente
-temporalidade
-núcleo indefeso como um recém nascido pássaro
-como pode?
-pode simplesmente.
-Corredor de arvores que gemem primeiro nos pulmões dos ventos.
-até onde?
-até os indesejáveis corrimões da morte
-até onde?
-varando o descampado das nuvens-deusas em metamorfoses soberanas
-até onde?
-atravessando as costas de aço do destino e perfurando o coração desesperanço rumo ao atemporalmente possível...
-com asas?
-com asas...
-como pode?
-pode simplesmente...
-não sinto
-não sentes?
-não, não sinto.
-a alma?
-como?
-não sentes a alma?
-não...
-como podes?
-pode simplesmente
-dói o abismo?
-crateras me esperam com arco-íris em volta
-na queda?
-não há queda, flutuo num limbo cavernoso onde minha meteria é levada pelas fortes correntezas da morte...
-como pode?
-pode simplesmente...
-atormenta-te
-sim, como os punhos do boxeador colidindo com o rosto do destino.
-até onde?
-rumando nas tempestuosas reuniões cerimoniais dos gritos reprimidos mil vezes
-ate onde?
-embarcando em submarinamente nas águas salgadas das lágrimas da criança indefesa do tempo
-até onde?
-tremendo de frio nas calçadas invisíveis do tempo-espaço físico
-até onde?
-definhando estendendo a mão...
-para quem?
-para os cometas...
-como pode?
-pode simplesmente
-o que faremos?
-o de sempre
-sentiremos?
-sim
-a alma
-não sentes?
-agora sinto
-a alma?
-a mim...
-como pode?
-como podes?
- pode simplesmente
-e a chuva?
-chuva?
-acumulada?
-não era chuva
-é não era chuva...
-eram almas trazendo um minúsculo infinito para ser contemplado
-como pode...
-pode simplesmente...





João Leno Lima
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Ago 14, 2009 6:18 pm

Citação :
HÁ UM ACUMULO DE CHUVAS NA ALMA.
...

bonito smile
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Sex Ago 14, 2009 6:37 pm

Li escreveu:
Citação :
HÁ UM ACUMULO DE CHUVAS NA ALMA.
...

bonito smile
Lindão mesmo Surprised
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Seg Ago 17, 2009 12:45 am





Última edição por Mat em Seg Mar 10, 2014 1:00 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Seg Ago 17, 2009 10:05 pm

Calma...minhas visceras estão pra fora...

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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Ago 18, 2009 5:22 pm

Mat escreveu:
Preparem-se para um salmo urbano e pornográfico!


Meu cu tá sangrando


Ardências virginais
em noites de puro calor.

Um corte! Uma lambida!
Gozo de gritos e dores.

Uma mulher espalha-se institivamnte
sobre meu pau. Rebola consciente!

Deixa-o duro! Ejaculo na sua cara!!!!
Puta sifilítica. Vagabundo...

Mordo sua vagina! Ó perfuração anal...
Sangue da mais viva cor!

Carne de obesa...
contrai e sufoca como uma velha.


Mateus Perira 0-43

Laughing Laughing Laughing Shocked

PS.: Adorei a imagem, Leno! Laughing Laughing Laughing Laughing
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Ago 18, 2009 5:45 pm

É do mestre Surrealista (mesmo que ele não se considerasse assim) Rene Magritte. Um Gênio.
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Ago 18, 2009 7:31 pm

Leno, jurava que era do Dali. Embarassed
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Ter Ago 18, 2009 8:18 pm

Mesma Época Mat, mas sou mais fã do Rene, uma linha q ele que trazia o surrealismo pra perto dos elementos humanos numa especie de dialogo com oq chamamos de realidade e não apenas um automatismo psiquico arbritário.


A REPRODUÇÃO PROIBIDA
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qua Ago 19, 2009 10:18 am

Graças ao Leno tomei coragem e vou postar alguns poemas, simples, sem nenhuma pretensão.


Burattino traidor


A mandíbula que se bate em compasso levemente
Toda vez que o dorso se contorce para ver
Na bainha de uma calça se guardava um álibi
Toda noite na dobrada ela espera aparecer.

Era mononucleose ou era o que desejava ser
No estalo de um toque alguém se cala firmemente
Não é mais que um pinocchio atordoado por não ter
Um otário na sacada para em suas mentiras crer.

E cantava com astúcia, destilava sedução
Nesta boca que profana santa e doce traição
Em seis dedos uma garra que se espera impelir
Pelas costas de quem dorme em teu peito a sucumbir.

Thamires Machado
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qua Ago 19, 2009 10:48 am

Vou fazer uma análise pessoal dos poemas que li em geral.

Chuva inversa( meu favorito), adorei este poema. Leno, você me parece bastante existencialista e seus poemas sempre focam a psique, o estado volitivo do ser. Indesição, sentir e não sentir, valorização do poeta(admiração pessoal pela arte).

E Mat com seus traços românticos(a fase da escuridão) a preocupação com a morte e o apodrecimento do ser de Augusto dos Anjos, e alguns dos seus me lembram bem os poemas satíricos e sujos do Gregório de Matos.Mas ao contrário do que escreve me parece um cara tímido e sincero. A escuridão nada mais é que um ponto de fuga pra um corpo solitário.
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MensagemAssunto: Re: Poemas   Qua Ago 19, 2009 4:53 pm

Burattino traidor é uma história pessoal? =]

Engraçado q estou vivendo isso com um amigo... "Não é mais que um pinocchio atordoado "

Um final asfixiante...Vejo a imagem de uma realidade que não nos diz respeito. Solidão a dois e Falsa esperança. As vezes somos devorados inconscientemente pelas mandíbulas das coisas que acreditamos ser a verdade.

Gostei Thamires, gostei tb da análise dos nossos versos. Tua lucidez me encanta.
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